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Universidade de Michigan elimina notas de calouros para combater crise de saúde mental

Medida para reduzir pressão acadêmica

A Universidade de Michigan, uma das maiores universidades públicas dos Estados Unidos, decidiu que parte dos calouros deixará de receber notas tradicionais no histórico escolar durante o primeiro semestre. A mudança, que entrará em vigor no segundo semestre de 2027, foi anunciada como uma forma de reduzir a pressão acadêmica e ajudar a combater a crise de saúde mental entre estudantes universitários.

Detalhes da medida

A medida valerá para os alunos ingressantes da Faculdade de Literatura, Ciências e Artes (LSA), que reúne cerca de metade dos aproximadamente 8 mil calouros da universidade. Em vez das tradicionais notas por letras, como A, B ou C, o histórico acadêmico mostrará apenas “aprovado” ou “sem crédito”.

As notas tradicionais, porém, não serão completamente eliminadas. Os professores continuarão atribuindo avaliações normalmente, e a universidade manterá esses resultados registrados internamente para fins administrativos, como concessão de bolsas, prêmios acadêmicos, orientação aos estudantes, elegibilidade esportiva e acompanhamento do progresso no curso. As notas do primeiro semestre, no entanto, não aparecerão no histórico nem serão consideradas no cálculo da média acadêmica, conhecida nos Estados Unidos como GPA.

Objetivos da medida

Segundo a Universidade de Michigan, o objetivo é ajudar os novos alunos a se adaptarem às exigências do ensino superior e permitir que escolham disciplinas com menos receio de que uma nota baixa prejudique permanentemente seu desempenho acadêmico. A instituição afirma que pretende estimular uma cultura de “conexão e colaboração”, em vez de competição.

Rosario Ceballo, reitora da instituição, afirmou que o novo modelo tem potencial para enfrentar níveis considerados preocupantes de estresse, depressão e ansiedade entre os alunos. Timothy McKay, responsável pela educação de graduação na LSA, disse que o sistema poderá oferecer uma transição mais suave entre o ensino médio e uma formação universitária mais rigorosa.

Reações à medida

A mudança em Michigan recebeu críticas. O psicoterapeuta Jonathan Alpert afirmou à Fox News que a universidade deve ser um ambiente no qual os jovens aprendem a lidar com avaliações negativas e dificuldades.

Michigan não será a primeira instituição americana a adotar uma política semelhante. Universidades como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e o Swarthmore College já utilizam ou utilizaram modelos em que determinadas notas dos calouros não aparecem da maneira tradicional nos históricos acadêmicos, segundo informou a imprensa americana.

Fonte: Gazeta Mundo

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