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Por Camila Abrão
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17/08/2026 às 21:40
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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou nesta segunda-feira (17) que a companhia encontrou petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, mas ponderou que ainda não há dados precisos sobre a magnitude da reserva.
“Tem petróleo, tem descoberta, a gente ainda não sabe quanto. Nós vamos continuar investindo, vamos continuar explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer”, disse Magda em um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na última sexta (14), a Petrobras anunciou a identificação de óleo no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia da Foz do Amazonas. A estatal informou que o poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros.
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A operação no poço Morpho custa cerca de US$ 1 milhão por dia. Desde outubro de 2025, quando a perfuração teve início, a companhia já desembolsou US$ 300 milhões. A empresa ainda precisa perdurar por mais mil metros para concluir o poço.
A presidente da estatal estima que a perfuração será concluída entre 15 e 20 dias, dependendo do ritmo da sonda. Ela se mostrou otimista e destacou que o potencial do estado é "bastante relevante". Para chegar a um número exato sobre o volume de óleo, a Petrobras precisará iniciar uma nova fase de trabalho.
Magda informou que a companhia ainda aguarda a licença ambiental para explorar mais três poços no mesmo bloco. Outros cinco poços estão planejados para blocos adjacentes na área.
Desde 2023, a Petrobras buscava a liberação do Ibama para perfurar em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas. Apesar do nome, o bloco fica a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a mais de 160 quilômetros da costa, em alto mar.
Ela afirmou que esse "esforço exploratório gigantesco" é o que permitirá definir a real oferta da Margem Equatorial para o Brasil. Magda destacou que a Petrobras não tem futuro sem novas frentes de exploração, especialmente diante da projeção de que o pico de produção do pré-sal ocorrerá entre 2034 e 2035.
A descoberta no Amapá é vista como essencial para a reposição de reservas, garantindo que o Brasil mantenha sua posição entre os dez maiores produtores globais de petróleo e sustente sua soberania energética nas próximas décadas.
Além de Lula, a visita ao navio-sonda no Amapá foi acompanhada pelos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Miriam Belchior (Casa Civil) e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
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Fonte: Gazeta Economia


