Ameaça à liberdade religiosa
A Somália, considerada um dos países mais perigosos do mundo para professar a fé cristã, está aumentando as restrições à liberdade religiosa. O primeiro-ministro somali, Hamza Abdi Barre, ameaçou recentemente retirar a cidadania de cristãos convertidos de origem muçulmana.
Durante um discurso às forças armadas do país, Barre justificou sua intenção, afirmando que a identidade somali está diretamente ligada ao islamismo e, portanto, se alguém abandona a religião, deixaria de ser considerado somali.
Legislação influenciada pela sharia
Especialistas consultados pela organização Portas Abertas, que investiga casos de perseguição religiosa no mundo, apontam que a legislação somali é fortemente influenciada pela sharia, o que dificulta o exercício da liberdade religiosa e aumenta a vulnerabilidade de cristãos e de outras minorias religiosas no país africano.
A Constituição provisória da Somália reconhece o islamismo como religião oficial do Estado. Além disso, comunidades cristãs não possuem reconhecimento legal no país, considerado atualmente o segundo país na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.
Crise humanitária e perseguição religiosa
A Somália enfrenta uma profunda crise humanitária, o que coloca os cristãos em uma situação cada vez mais frágil. A ameaça de cassar a cidadania de convertidos é mais um exemplo da perseguição religiosa que os cristãos enfrentam no país.
Fonte: Gazeta Mundo


