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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Hermano Freitas
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17/08/2026 às 21:21
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Os servidores do IBGE iniciaram nesta segunda-feira (17) uma greve contra a administração do presidente Márcio Pochmann. A presidência tem acumulado atritos com os servidores, que reivindicam reajuste salarial, entre outras pautas.
Segundo o sindicato que representa os servidores da autarquia, três núcleos aderiram à paralisação: Bahia e duas unidades no Rio de Janeiro (a sede e a Dipeq). Outros dois núcleos têm indicativo de greve: Mato Grosso e Pará. Sergipe, Piauí, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Chile (RJ) e Canabarro (RJ) estão em estado de greve.
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Criação de comissões paritárias para discutir o Programa de Gestão e a experiência do concurso unificado;
Retorno dos critérios da indenização de campo;
Reajuste e garantia de direitos aos trabalhadores temporários;
Eleição do Comitê de Carreira;
Negociação dos dias paralisados na greve do núcleo Chile;
Reabertura dos canais de diálogo e gestão democrática.
Segundo o sindicato, a pauta inclui:
A Diretoria de Geociências do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) emitiu em julho um comunicado restringindo a comunicação com base nos graus hierárquicos e ameaçando punir quem se opusesse. A movimentação fazia parte de um contexto de tensionamento nas relações entre os servidores e a cúpula da autarquia.
"Servidores falarão com gerentes; gerentes falarão com coordenadores; coordenadores falarão com diretores; diretores falarão com diretores e diretores falarão com o presidente […] Mesmo que discorde ou considere a decisão ineficiente, o servidor deve cumprir. A recusa injustificada inclusive configura falta disciplinar, pois viola os deveres de lealdade, urbanidade e respeito aos níveis hierárquicos da administração pública", disse o comunicado.
Gestão Pochmann é marcada por desentendimento crescente com servidores
Desde que Márcio Pochmann assumiu a presidência a tensão vem escalando. Pochmann tomou posse prometendo atender às reivindicações da categoria. Uma delas era a realização de um congresso institucional, que foi substituído pelo projeto "Diálogos IBGE", rechaçado pelo sindicato por deturpar o formato pretendido — este baseado em procedimentos específicos para a elaboração de um planejamento estratégico.
Em um dos capítulos da crise, os sindicalistas teriam sido chamados de "bolsonaristas" após apresentarem reivindicações a Pochmann durante o aniversário de 88 anos do Instituto. Para os sindicatos, o presidente "recorre ao vocabulário crítico e progressista enquanto, na prática, tenta deslegitimar a organização coletiva e esvaziar a capacidade de resistência de quem ousa discordar".
Procurado, o IBGE não retornou para comentar sobre o atrito da atual gestão com os servidores.
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Fonte: Gazeta Economia


