Valorização da batata-doce
A batata-doce, outrora considerada um alimento de pouco prestígio social, passou a ser valorizada nas últimas décadas devido ao crescimento do fisiculturismo e das dietas de baixo valor glicêmico. Esse aumento na valorização do alimento beneficiou diretamente o estado de São Paulo, que se consolidou como o principal polo brasileiro de produção do tubérculo.
Produção em São Paulo
Em 2025, a produção de batata-doce em São Paulo alcançou 230 mil toneladas, com um Valor Bruto da Produção de mais de R$ 350 milhões, de acordo com dados da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). A região de Presidente Prudente, no interior do estado, foi responsável por cerca de 35% dessa safra, consolidando-se como o principal polo produtor do estado.
Consolidação de Presidente Prudente
A produção de batata-doce na região de Presidente Prudente começou a ser feita na década de 1980 como uma opção na reforma de pasto. Cerca de 40 anos depois, a produção cresceu tanto que, em setembro do ano passado, uma legislação municipal decretou que o Presidente Prudente é, oficialmente, a “capital estadual da batata-doce”.
Benefícios da batata-doce
A batata-doce é valorizada por ser rica em carboidratos de digestão lenta, o que permite a liberação de energia de forma gradual. O consumo proporciona uma prolongada sensação de saciedade, efeito que ajuda a explicar por que ela deixou de ser vista como alimento simples e passou a integrar cardápios voltados ao controle de peso e de glicemia.
Exportações
As exportações de batata-doce seguem o mesmo caminho do consumo interno, com o Brasil enviando ao exterior mais de 20 mil toneladas de batata-doce em 2025, com Reino Unido, Holanda, Espanha, Portugal e Canadá entre os principais destinos. A região de Presidente Prudente ocupa posição de destaque nesse cenário, com produtores e empresas investindo em classificação, embalagem e logística para atender às exigências sanitárias e comerciais dos compradores internacionais.
Fonte: Gazeta Brasil


