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Por Morgana Bressiani
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De FLORIANÓPOLIS, especial para a Gazeta do Povo
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05/08/2026 às 09:30
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O Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, passou a integrar uma nova rota internacional com destino à Europa. A operação faz parte do serviço Neosamba, operado pela Maersk, que conecta o terminal a portos como Southampton, Rotterdam, Hamburgo, Bremerhaven e Antuérpia, além de Tânger, no Marrocos. A linha inclui escalas em Santos, Paranaguá, Buenos Aires e Montevidéu.
No mercado doméstico, o porto também ampliou a atuação na cabotagem com uma nova ligação com Manaus. A inclusão na rota ocorre enquanto avança a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, com mais de 70% das obras concluídas. A previsão é que, ainda neste ano, o terminal passe a receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para cerca de 16 mil TEUs (medida que representa a capacidade de carga de um contêiner marítimo normal, de 6 metros (20 pés) de comprimento).
Em 2025, a União Europeia respondeu por aproximadamente 19% das importações do Porto Itapoá, o equivalente a cerca de 285 mil TEUs. Nas exportações, a participação foi de 12%, com cerca de 180 mil TEUs. Entre os principais produtos movimentados estão itens florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço.
Para o diretor-executivo da Sort Investimentos (que atua no mercado de galpões logísticos), Douglas Curi, a ampliação das operações tende a impactar a demanda por estruturas logísticas no entorno do terminal. “Itapoá está em uma posição estratégica para exportação, importação, cabotagem e circulação de cargas entre o Sul e outros mercados do país. Com o aumento da capacidade operacional e o ganho de competitividade do porto, cresce também a necessidade de galpões próximos, com acesso eficiente ao terminal e às principais rodovias”, afirma.
De acordo com o executivo, o movimento deve alcançar cidades próximas ao eixo portuário e à BR-101, como Itapoá, Garuva, Araquari, Joinville e São Francisco do Sul. “A expansão não impacta apenas o terminal, e sim movimenta toda a cadeia de suporte no entorno, desde operadores logísticos e transportadoras até empresas que precisam de áreas para estocagem, transbordo, distribuição e apoio às operações”, diz.
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Fonte: Gazeta Brasil


