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Por Guilherme Grandi
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30/08/2026 às 11:15
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Mulheres filiadas ao PT protestaram neste sábado (29) contra a falta de recursos para candidatos mineiros do partido nas eleições deste ano, durante evento de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Belo Horizonte. Com uma placa dizendo que “mulheres da base do PT não aceitam ser tratadas como laranjas”, o grupo criticou a distribuição do Fundo Eleitoral e afirmou que 25 candidatos estão sem dinheiro para iniciar a disputa.
A manifestação ocorreu em frente ao local onde Lula participava de um comício voltado ao público feminino. Não há confirmação, porém, de que o presidente tenha visto o protesto.
Segundo os integrantes da mobilização ouvidos pelo jornal O Tempo, o grupo é formado por 14 candidatos a deputado estadual e 11 a deputado federal. Eles afirmam estar com os “caixas zerados”, enquanto petistas que já ocupam cadeiras na Câmara dos Deputados podem receber quase R$ 2 milhões cada para tentar permanecer no cargo.
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A principal reclamação está na divisão dos R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral destinados pelo PT às candidaturas proporcionais em todo o país. Para os candidatos mineiros, os critérios adotados pela direção nacional criaram um “abismo” na distribuição dos recursos e favoreceram de forma desproporcional quem já possui mandato.
Os candidatos também reclamaram da falta de espaço nas inserções de rádio e televisão do partido. A avaliação do grupo é que postulantes considerados com menor potencial eleitoral ficam sem dinheiro e sem exposição, enquanto nomes já conhecidos e com mandato recebem uma parcela maior dos recursos disponíveis.
A mobilização foi liderada por Guima Jardim, presidente do diretório do PT em Belo Horizonte e candidato a deputado estadual. O protesto ocorreu na segunda passagem de Lula pela capital mineira em oito dias.
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Durante o discurso deste sábado (29), Lula defendeu que as mulheres tenham maior presença nos espaços de poder e pediu que elas priorizem candidatas nas próximas eleições.
“Se todas as mulheres votassem em mulheres, a gente teria um Congresso com a maioria de mulheres”, afirmou.
O presidente também questionou a predominância masculina no Legislativo e defendeu maior presença feminina no Senado, na Câmara dos Deputados, nas câmaras municipais e nas assembleias legislativas.
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Fonte: Gazeta Política


