Declarações do Ministro
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o crescimento da dívida pública brasileira é uma preocupação, mas negou que o país enfrente um cenário de descontrole fiscal. Essa declaração ocorre em meio ao avanço do endividamento durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e após o lançamento de um conjunto de medidas econômicas de forte apelo eleitoral que já supera R$ 280 bilhões em estímulos.
Durigan reconheceu que a projeção da dívida para os próximos anos exige atenção, mas sustentou que o governo vem adotando medidas para melhorar o equilíbrio das contas públicas. “O que aparece como preocupante é a projeção para a dívida para frente. Sei lidar com o fiscal de forma melhor, fizemos um ajuste de dois pontos do PIB. É com esse compromisso que vamos para os próximos quatro anos, melhorando as contas públicas”, declarou em entrevista à GloboNews.
Pacote Econômico e Dívida Pública
As declarações ocorrem enquanto o governo coloca em prática um pacote de medidas econômicas voltado principalmente às famílias de baixa e média renda com vistas à eleição de outubro. São mais de 15 iniciativas como desonerações tributárias, ampliação de subsídios e facilitação de crédito. Apesar dos recursos bilionários destinados às famílias, o endividamento dos brasileiros bateu recorde em julho e chegou a 82% de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgados mais cedo. A inadimplência alcança 29,8%.
Dificuldades com a Dívida Pública
Durigan também admitiu dificuldades relacionadas à chamada rolagem da dívida pública, processo em que novos títulos são emitidos para quitar os que estão vencendo. Nos últimos meses, o Tesouro Nacional enfrentou maior resistência para vender papéis com juros reais próximos de 8% ao ano, nível considerado elevado pelo mercado. Entre os fatores apontados por analistas para essa dificuldade estão o aumento dos gastos públicos e o crescimento do endividamento, que elevam a percepção de risco entre investidores.
Fonte: Gazeta Economia


