Eleições 2026
Eleições 2026 no Paraná
Newsletter
Por Giully França e Raisa Toledo, Especial para a Tribuna do Paraná
Por Giully França e Raisa Toledo, Especial para a Tribuna do Paraná
19/08/2026 às 21:45
19/08/2026 às 21:45
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) aceitou denúncia contra uma médica responsável pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. A profissional está respondendo por homicídio culposo contra seis crianças e recém-nascidos.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), as mortes aconteceram entre os meses de maio e julho de 2024. As vítimas tinham idade entre dois meses e 11 anos.
Na denúncia, o MPPR solicita reparação financeira mínima de R$ 50 mil para cada família, além de responsabilização penal. As crianças morreram por choque séptico e falência múltipla de órgãos. A causa foi uma “grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no interior do setor”, segundo o MPPR.
VEJA TAMBÉM:
Acidente com 23 mortos é a maior tradégia nas rodovias do Paraná em cinco anos
A denúncia aponta que a profissional deixou de observar regras técnicas e que teria agido com grave negligência “ao se omitir na fiscalização e na garantia de aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança”.
Essas falhas, de acordo com a acusação, teriam permitido um ambiente propício para contaminação. O MPPR ainda ressalta que houve “práticas inaceitáveis realizadas pela equipe técnica, como a reiterada reutilização de luvas de procedimento entre pacientes distintos, a falta de higiene, incluindo privação de banhos, e o manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos”.
Em nota, o Hospital Angelina Caron informou à Tribuna do Paraná que ainda não teve acesso aos autos do processo e que, quando for oficialmente citado na ação, fornecerá à Justiça todas as “informações e documentos necessários para o completo esclarecimento dos fatos”.
Em resposta aos questionamentos do G1 Paraná, o Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que vai instaurar procedimento sindicante para apurar o ocorrido. As penalidades vão desde advertência e podem chegar à cassação do exercício profissional.
Leia a nota do Hospital Angelina Caron na íntegra
"A Assessoria de Imprensa do Hospital Angelina Caron (HAC) esclarece que, até o presente momento, a instituição não recebeu citação oficial referente ao processo mencionado em reportagem veiculada recentemente. O processo tramita sob sigilo judicial e, portanto, a instituição não teve acesso ao inteiro teor dos autos nem dispõe, até o momento, de todas as informações relacionadas ao caso. Dessa forma, não é possível ao hospital se manifestar sobre o mérito da ação.
O HAC informa que, tão logo seja oficialmente citado, prestará ao Poder Judiciário, dentro dos prazos legais, todos os esclarecimentos pertinentes e fornecerá as informações e documentos necessários para o completo esclarecimento dos fatos. A instituição reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, com o cumprimento das normas técnicas, sanitárias e assistenciais vigentes e com a transparência e a colaboração com as autoridades competentes."
VEJA TAMBÉM:
Edital do transporte coletivo sai após meses de disputa judicial com sindicato de ônibus
Ranking de mobilidade revela bairros mais caminháveis de Curitiba
Campo Largo oferece passeios que vão além das vitrines de porcelanas
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Casas Bahia e Marabraz expõem crise que arrasta centenas de varejistas à recuperação judicial
Plataforma indica 61 candidatos ao Senado favoráveis ao impeachment de ministros do STF
PF não prova crime de jornalista alvo de Moraes e o acusa de passar “imagem negativa” de Dino
MP Eleitoral pede ao TSE que rejeite candidatura de Pablo Marçal
Tudo sobre:
Curitiba
Justiça
Medicina
Ministério Público
Paraná
Região Metropolitana de Curitiba
Tribunal de Justiça
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Brasil


