A mudança na percepção da morte
A médica canadense Stefanie Green, especialista em morte assistida, afirma que a medicina moderna tirou a morte de dentro de casa e a levou para os hospitais, cercada de máquinas, tornando as pessoas menos familiarizadas com o processo e mais assustadas com ele.
A experiência no Canadá
Green, que já acompanhou mais de 300 mortes assistidas no Canadá, defende que a morte assistida é um direito humano e rebate críticas de que a prática desrespeita a inviolabilidade da vida humana. Ela acredita que a mudança na percepção da morte é resultado da medicina moderna, que salvou vidas, mas também tirou a morte da comunidade e das famílias.
O papel do médico
Green destaca que o papel do médico é ajudar as pessoas, e não apenas curar doenças. Ela acredita que a morte assistida é uma opção que deve ser disponibilizada para aqueles que a desejam, e que os médicos devem estar preparados para discutir o tema de forma aberta e honesta com os pacientes.
A situação no Brasil
No Brasil, a morte assistida ainda é um tema tabu, e a legislação sobre o assunto é incerta. Green acredita que a falta de discussão aberta sobre a morte assistida é resultado de pressões culturais e religiosas, e que é importante que os médicos e a sociedade em geral comecem a discutir o tema de forma mais aberta e honesta.
Green participará do primeiro simpósio internacional da organização brasileira Eu Decido, que será realizado online em agosto, para discutir o tema da morte assistida e a importância de uma abordagem mais humana e compassiva em relação à morte.
Fonte: Saúde Brasil


