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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
25/08/2026 às 09:32
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O regime comunista da China disse nesta terça-feira (25) que manterá sua “cooperação” com o Irã, um dia após o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado medidas contra países que apoiam e fazem comércio com o país persa.
Na segunda-feira (24), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou a operação “Pária Econômico”, com sanções contra mais de 60 entidades, indivíduos e navios de diferentes países que ajudariam o Irã e sanções secundárias contra nações que mantiverem negócios com o regime islâmico – ainda que a segunda medida não tenha sido detalhada.
Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, disse que “a cooperação da China com o Irã ocorre no âmbito do direito internacional e, portanto, não deve ser prejudicada”.
“A China acompanha atentamente os desdobramentos e tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente seus direitos e interesses”, afirmou.
Em outro momento da entrevista, Lin criticou as novas medidas dos Estados Unidos contra o Irã, chamadas de Trump de “Dia D Econômico” e que visam forçar o regime islâmico a assinar um acordo para encerrar a guerra iniciada em fevereiro.
“A China deixou clara, em diversas ocasiões, sua firme oposição a sanções unilaterais ilícitas que não possuem base no direito internacional nem autorização do Conselho de Segurança da ONU. A guerra econômica e a pressão máxima não oferecem solução. Pelo contrário, servem apenas para acirrar tensões e provocar o transbordamento de riscos, o que perturbará a ordem econômica e financeira global e prejudicará os direitos e interesses legítimos de outros países”, disse o porta-voz.
“A tarefa urgente é facilitar a desescalada da situação e retomar o diálogo e a negociação o mais breve possível”, acrescentou Lin.
Segundo informações da agência EFE, a China compra cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo bruto, o que a coloca entre os países mais expostos a uma eventual aplicação de sanções secundárias americanas contra os parceiros comerciais de Teerã.
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Fonte: Gazeta Mundo


