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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
20/08/2026 às 21:38
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Atualizado em20/08/2026 às 21:39
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A lobista Roberta Luchsinger disse, em uma troca de mensagens recuperada pela Polícia Federal, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria oferecido a ela um cargo no governo. A informação foi revelada nesta quinta-feira (20) pela revista Veja, que teve acesso ao relatório da PF sobre a investigação que mira a empresária e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista.
“Sabe, fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar […] Eu disse: onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio [Lulinha] e Fernando [Bittar]”, escreveu Roberta ao empresário Gustavo Gaspar, em 2024.
O inquérito tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro de 2025, Roberta foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga os descontos ilegais em aposentadorias do INSS.
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A partir da análise do celular apreendido, os investigadores apontaram que a empresária teria trabalhado para Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e seria próxima de Lulinha.
Em maio deste ano, ela prestou depoimento à PF e admitiu ter apresentado o filho do presidente ao “Careca do INSS”, mas negou qualquer repasse a Lulinha.
Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura do primeiro inquérito contra Fábio Luís por suposto tráfico de influência envolvendo o Ministério da Saúde e a comercialização de canabidiol.
Um dia depois, o ministro determinou a abertura do segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência em contratos com a Dataprev, empresa de tecnologia do governo responsável por gerenciar os dados usados pelo INSS e por programas como o BPC e o seguro-desemprego.
No dia 4 de agosto, o ministro Flávio Dino autorizou a abertura do terceiro inquérito contra o filho do presidente, que também investiga suspeitas de tráfico de influência junto ao governo federal.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade. Mais cedo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Fábio Luís, afirmou que parte da PF usa as investigações contra o filho do chefe do Executivo para “ganhar a eleição no tapetão”.
A Gazeta do Povo procurou a assessoria do governo Lula e a defesa de Roberta Luchsinger sobre a suposta oferta de um cargo no governo à empresária, mas até a publicação deste conteúdo não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
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Fonte: Gazeta Política


