Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
Por Gazeta do Povo Lab
Por Raquel Derevecki
Por Raquel Derevecki
24/08/2026 às 01:12
24/08/2026 às 01:12
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Uma família de Blumenau, em Santa Catarina, foi condenada pela Justiça em primeira instância por manter os filhos fora da escola regular. Diego e Patrícia Vieira praticam a educação domiciliar há 13 anos e agora enfrentam uma multa de R$ 65 mil, além da obrigação de matricular as crianças no ensino convencional. O caso levanta discussões sobre o desempenho acadêmico de quem estuda em casa.
Como funciona a rotina de estudos da família Vieira?
Os filhos seguem um cronograma rigoroso que começa às 6h30 com a organização da casa. Das 8h ao meio-dia, eles se dedicam às disciplinas obrigatórias do currículo escolar, como Português, Matemática e História. Segundo a mãe, o estudo individualizado faz o tempo render mais, permitindo que conteúdos complexos sejam concluídos rapidamente. À tarde, o foco muda para o desenvolvimento de habilidades específicas e atividades externas, incluindo passeios e projetos pessoais que respeitam o ritmo de aprendizado de cada criança, priorizando sempre uma infância saudável.
Quais resultados educacionais as crianças alcançaram com esse método?
O sucesso do aprendizado é visível nos resultados dos filhos. O primogênito Igor, de 19 anos, cursa Letras e História simultaneamente na faculdade e já atua como professor de idiomas e árbitro nacional de xadrez. Juntos, os irmãos somam mais de 300 medalhas no xadrez, tendo recebido até uma homenagem da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Além disso, as crianças mantêm um hábito de leitura intenso: um dos filhos leu 60 livros em um único ano quando tinha apenas seis anos, demonstrando que o interesse pelo conhecimento vai além das matérias básicas curriculares.
Qual foi o motivo para a família abandonar a escola tradicional?
A decisão de adotar a educação domiciliar surgiu após a experiência frustrante do filho mais velho na rede pública. Alfabetizado em casa antes da idade obrigatória, o menino sentia desinteresse nas aulas porque já dominava a leitura e a escrita, enquanto o restante da turma ainda aprendia as vogais. Percebendo que o ambiente escolar estava se tornando apenas um passatempo e prejudicando o gosto do filho pelo saber, os pais optaram por personalizar o ensino. Para apoiar o aprendizado avançado, a família conta hoje com o suporte técnico de 13 professores particulares especialistas.
Qual é a situação legal da educação domiciliar no Brasil atualmente?
Embora o Supremo Tribunal Federal tenha decidido em 2018 que o ensino em casa é compatível com a Constituição, a prática ainda não possui uma lei federal que a regulamente. Existe um projeto de lei, o PL 1.338/2022, que já recebeu aprovação na Câmara dos Deputados, mas o texto segue aguardando votação na Comissão de Educação do Senado. Sem essa regra clara, famílias como os Vieira ficam vulneráveis a processos judiciais, multas pesadas e decisões que as obrigam a retornar ao sistema de ensino regular enquanto a lei nacional não é definitivamente sancionada.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
VEJA TAMBÉM:
Família condenada por homeschooling conta com 13 professores; filho faz duas faculdades
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Investigação sobre lavagem do tráfico chega ao STF por possível elo com casos Master e INSS
A perseguição ao homeschooling atinge mais uma família
Família condenada por homeschooling conta com 13 professores; filho faz duas faculdades
Ausência de Lula e Flávio vira munição para ataques e cobranças sobre corrupção em primeiro debate
Tudo sobre:
Alfabetização
Crianças
Educação
Homeschooling
Para entender
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


