EconomiaJP Morgan alerta para risco de crise alimentar em 2027; Brasil está...

JP Morgan alerta para risco de crise alimentar em 2027; Brasil está entre países mais vulneráveis

Receba notícias por email

Banco Master

Banco Central

Por Diógenes Freire Feitosa

Por Diógenes Freire Feitosa

21/08/2026 às 18:29

21/08/2026 às 18:29

Dê de presente

Prefira a Gazeta no Google

Ouça este conteúdo

Um Super El Niño pode elevar os preços dos alimentos e ampliar a inflação global em 2027, segundo alerta do JP Morgan. O banco estima que um El Niño forte, sozinho, pode acrescentar 0,7 ponto percentual à inflação dos alimentos.

Se o fenômeno coincidir com petróleo, diesel e fertilizantes mais caros, o impacto pode chegar a 1,3 a 1,5 ponto percentual. O JP Morgan divulgou a previsão em 24 de julho.

O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos estimou, em julho, 81% de probabilidade de um episódio muito forte entre outubro e dezembro de 2026 e 97% de chance de o fenômeno persistir até o início de 2027.

O El Niño altera os regimes de chuva e temperatura e pode reduzir a produção em importantes regiões agrícolas.

Café, cacau, açúcar e arroz estão entre as commodities mais vulneráveis. No Brasil, o fenômeno também pode afetar a produção agrícola.

Os fertilizantes acrescentam outro fator de risco. Conflitos no Oriente Médio e problemas no transporte pelo estreito de Ormuz ameaçam uma importante rota do comércio mundial de insumos agrícolas.

O aumento dos custos de fertilizantes e diesel tende a chegar aos alimentos com alguns meses de defasagem.

Brasil entre os países mais vulneráveis

O JP Morgan aponta Índia, Indonésia, Brasil e Colômbia entre os mercados emergentes mais vulneráveis.

Nesses países, os alimentos têm peso maior no orçamento das famílias, enquanto a agricultura sofre forte influência das condições climáticas.

No Brasil, uma pesquisa do Banco Central divulgada em junho estimou que o El Niño pode acrescentar 0,3 ponto percentual à inflação de 2026 e 0,4 ponto em 2027.

Estoques reduzem risco de desabastecimento

O alerta do JP Morgan não prevê falta generalizada de alimentos. Os estoques globais de grãos e arroz ainda oferecem uma reserva capaz de amortecer parte de uma eventual queda na produção.

O principal risco está nos preços. A combinação de clima adverso, energia mais cara e fertilizantes elevados pode aumentar os custos agrícolas e prolongar a inflação dos alimentos em 2027.

Este mês, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) também alertou para a possibilidade de nova pressão sobre os preços diante dos conflitos, da oferta de fertilizantes e do risco climático.

VEJA TAMBÉM:

JP Morgan rebaixa recomendação de investimento no Brasil e mercado reage

Empresas históricas do varejo brasileiro enfrentam crises e fecham as portas

Varejo sofre e cresce apenas 0,1% em maio com queda nas vendas de supermercados

Deixe sua opinião

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Mensagem atribuída a Roberta diz que ela tinha “sociedade” com Lulinha

Juiz dos EUA diz que registro que baseou ordem de Moraes para prender Filipe Martins é falso

Grupo de Lulinha tentou usar brecha para obrigar governo a comprar composto da maconha

Com setores em crise, recuperações judiciais avançam no Brasil. Veja o raio-X de cada segmento

Tudo sobre:

Banco Central

Clima

Colômbia

Comércio

Energia

EUA – Estados Unidos

Índia

Inflação

mercado

Oriente Médio

Petróleo

Transporte

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Fonte: Gazeta Economia

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
nuvens quebradas
21 ° C
21 °
21 °
88%
3.1m/s
75%
qui
32 °
sex
29 °
sáb
34 °
dom
30 °
seg
30 °