Inauguração do Departamento Nacional de Inteligência
O Japão inaugurou seu Departamento Nacional de Inteligência, a primeira agência centralizada desse tipo desde a Segunda Guerra Mundial, para reforçar as capacidades do arquipélago no combate à espionagem diante do que considera ameaças crescentes de ditaduras como China, Rússia e Coreia do Norte.
De acordo com o porta-voz-chefe do governo, Minoru Kihara, “este é o primeiro passo na reforma da inteligência estatal para fortalecer o comando e permitir uma tomada de decisão governamental rápida e bem fundamentada”.
Contexto e objetivos
A criação da agência de inteligência segue a aprovação, em maio passado, de uma lei nesse sentido, que também incluiu a formação de um Conselho de Segurança Nacional liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, juntamente com outros membros do Gabinete.
O escritório servirá como secretaria do Conselho e coordenará informações da Agência Nacional de Polícia, bem como dos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, entre outros, com autoridade para exigir que compartilhem informações. Ao todo, a repartição terá 730 funcionários.
Vulnerabilidades de segurança do Japão
O Japão se tornou um “ninho de espiões”, alertou o jornal americano The New York Times em meados de julho, ao relatar uma suposta operação russa na capital japonesa para obter informações e tecnologia para seu armamento na guerra com a Ucrânia.
Essa é a mais recente de uma série de reportagens que destacaram as vulnerabilidades de segurança do Japão, incluindo a suposta exportação ilegal de servidores equipados com chips da Nvidia de Taiwan para a China via Japão, bem como casos de espionagem industrial dentro do arquipélago.
Fonte: Gazeta Mundo


