EconomiaInadimplência bancária dispara em julho e bate recorde mesmo com Desenrola

Inadimplência bancária dispara em julho e bate recorde mesmo com Desenrola

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Por Guilherme Grandi

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28/08/2026 às 12:03

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A inadimplência bancária no Brasil subiu de 4,6% para 4,9% em julho e atingiu o maior nível desde o início da série histórica revisada pelo Banco Central, em março de 2011. Dados da autoridade monetária divulgados nesta sexta-feira (28) apontam que o avanço ocorreu mesmo após o lançamento do Desenrola 2.0, programa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinado à renegociação de dívidas.

O indicador do Banco Central considera operações de crédito com atraso superior a 90 dias e inclui pessoas físicas e empresas. Entre os consumidores, a taxa passou de 5,4% para 5,8%, também o maior percentual da série histórica, enquanto nas empresas avançou de 3,2% para 3,3%, o maior nível desde outubro de 2017.

A nova etapa do Desenrola começou em maio e, segundo o Ministério da Fazenda, já havia alcançado mais de R$ 22 bilhões em renegociações até o fim de junho. Ao todo, foram cerca de 3,6 milhões de renegociações, com a dívida envolvida caindo de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões.

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Mesmo com o programa, o cenário de endividamento das famílias continua elevado apontando uma relação entre o saldo das dívidas e a renda de 49,8% em junho no acumulada de 12 meses, último dado disponível para esse indicador, praticamente estável em relação ao período anterior.

O governo decidiu ampliar o prazo para adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. O ministro Dario Durigan anunciou a prorrogação nesta semana e, sem a medida, o programa terminaria no começo de agosto.

O recorde registrado pelo Banco Central em julho mostra que a renegociação de dívidas, embora tenha reduzido valores de débitos dentro do programa federal, ainda não foi suficiente para impedir a alta da inadimplência no sistema bancário.

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Além do Banco Central, a Serasa também mostra a dimensão do endividamento dos brasileiros:

83,9 milhões de pessoas físicas estão inadimplentes;

342 milhões de dívidas estão em aberto;

R$ 568 bilhões o valor total devido;

R$ 6,8 mil aproximadamente a dívida média por consumidor.

Os bancos e cartões de contas financeiras aparecem como as principais origens das dívidas, seguidos pelas contas básicas, como água, luz e gás. O volume de inadimplentes equivale a cerca de metade da população adulta do país, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa.

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Fonte: Gazeta Economia

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