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Homem com dificuldade de falar é confundido com ladrão de bicicleta e linchado no Rio

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Por Hermano Freitas

Por Hermano Freitas

20/08/2026 às 22:24

20/08/2026 às 22:24

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Um homem de 37 anos saiu para andar de bicicleta na noite de terça-feira (11) e acabou espancado até a morte, sem esboçar nenhuma reação, no Rio de Janeiro. Cláudio Rafael Landeiro chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu a um quadro de traumatismo craniano e hemorragia interna e morreu na madrugada do dia 12.

As agressões começaram quando um segurança pegou uma barra de ferro e deu início ao espancamento, que contou com a participação de pelo menos outras duas pessoas. Um segundo segurança suspeito do crime que teria levantado a suspeita sobre Landeiro também foi preso pela Polícia Civil.

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Morador de Botafogo, o assistente administrativo saiu em direção ao movimentado bairro de Copacabana, na zona sul do Rio, com a bicicleta da irmã. Abordado e questionado se o veículo era seu, Cláudio — por ter problemas mentais — teve dificuldades para explicar de quem era a bicicleta.

Confundido com um ladrão pelo segurança, passou a ser agredido barbaramente.

“O segurança perguntou se a bicicleta era dele. Meu irmão não soube se expressar. Só disse que não, em vez de dizer que era da irmã. O segurança pressupôs que meu irmão era bandido e que a bicicleta era roubada”, disse ao jornal O Globo Fabiana Motta Landeiro Hansen, de 25 anos, irmã de Cláudio.

A sessão de tortura começou na avenida Barata Ribeiro e continuou na rua Felipe de Oliveira, local que teria sido escolhido pelos agressores por ser mais escuro e para onde a vítima foi atraída. O linchamento durou nove minutos e foi registrado por câmeras de segurança. A violência dos golpes chocou testemunhas e policiais.

“Ao analisar as imagens, todos aqui na delegacia ficaram estarrecidos. São imagens muito fortes”, declarou ao jornal O Globo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, responsável pelas investigações.

Dois seguranças e dois entregadores de aplicativo são acusados pelo crime. A Polícia Civil do Rio já prendeu os dois seguranças, enquanto os entregadores são considerados foragidos. Pela gravidade das condutas, a Gazeta do Povo optou por não publicar os nomes dos suspeitos até que haja uma condenação judicial.

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Fonte: Gazeta Brasil

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