Investigação no STF e Liberdade de Imprensa
O jornalista Glenn Greenwald, conhecido por suas reportagens sobre a Vaza Jato, criticou a postura da esquerda brasileira em relação à liberdade de imprensa. Segundo ele, durante a Vaza Jato, a esquerda organizou manifestações em defesa do jornalismo, mas agora apoia as decisões do ministro Alexandre de Moraes, que levaram à identificação de uma fonte jornalística.
Comparação com a Vaza Jato
Greenwald comparou a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) que identificou a fonte de um jornalista no Maranhão com o episódio da Vaza Jato. Ele destacou que, durante a Vaza Jato, os jornalistas que divulgaram as informações nunca foram alvo de investigação para descobrir suas fontes, apesar das críticas e acusações de abusos contra o então juiz Sergio Moro e integrantes da força-tarefa.
Reação da Esquerda
Na avaliação de Greenwald, a diferença entre os dois episódios evidencia uma mudança de postura de setores da esquerda brasileira em relação à liberdade de imprensa. Ele afirmou que a esquerda agora aplaude as decisões de Moraes, enquanto antes defendia a liberdade de imprensa.
Greenwald também destacou que o sigilo da fonte jornalística é um direito sagrado do jornalismo e que a esquerda brasileira, com poucas exceções, é composta por autoritários sem quaisquer princípios fixos.
A investigação conduzida pelo STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes levou à identificação de Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, como fonte do jornalista Luís Pablo. As reportagens de Luís Pablo tratavam do suposto uso irregular de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino.
Fonte: Gazeta Política


