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Por Anderson Gonçalves
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22/08/2026 às 17:11
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Na disputa pela Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) fizeram neste sábado (22) atos de campanha no Rio de Janeiro. A segurança pública acabou sendo o foco principal do discurso dos dois candidatos.
Flávio promete classificar facções como terroristas: "vão mofar na cadeia ou ser neutralizados"
Flávio reuniu apoiadores em um ato no ginásio do Maracanãzinho, ao lado de Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio. Uma das promessas reforçadas no discurso foi a de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. "Esses caras vão mofar na cadeia ou, se enfrentarem, vão ser neutralizados pela nossa polícia. O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado", afirmou.
O candidato do PL destacou a necessidade de atenção às crianças que vivem em áreas dominadas pelas facções criminosas. "As crianças estão sendo ensinadas a subir drone com bomba para atacar na cabeça dos outros. Drone com bomba para jogar em cima de policial, drone com bomba para jogar em cima de inimigos territoriais. As crianças hoje estão sendo treinadas pelo tráfico", alertou.
Flávio ainda prometeu manter o Bolsa Família, criar o "Minha Primeira Empresa", voltado a empreendedores, e pediu votos para Carlos Portinho e Carlos Jordy, candidatos do PL ao Senado. "Precisamos desses dois eleitos pelo Rio de Janeiro para aprovar nossos projetos para mudar o Brasil com as reformas necessárias e também para libertar Jair Messias Bolsonaro."
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Lula quer criar Ministério da Segurança: "não vamos matar 100 ou 200"
Lula, por sua vez, realizou seu ato no estádio Moça Bonita, na Zona Oeste carioca. O petista defendeu a aprovação da PEC da Segurança, em trâmite no Congresso, e prometeu criar o Ministério da Segurança Pública. "Vou preparar mais a Polícia Federal, mais uma Força Especial Federal, mais a Polícia Rodoviária", disse.
O presidente ainda afirmou que o combate ao crime organizado deverá ser feito "sem ações de caráter espetacular". “Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200, não. Vamos prender e dizer: a rua é do povo, não é dos bandidos.”
No campo da política internacional, Lula criticou a postura agressiva de líderes mundiais e reafirmou o discurso de soberania. "A gente não quer guerra, mas a gente quer dizer: não se metam com a gente. Queremos apenas respeito, e para ter respeito as pessoas têm que saber que a gente está preparado", disparou.
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Fonte: Gazeta Política


