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Flávio diz que indicará ao STF ministros “contrários ao aborto, drogas e injustiças”

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Por Wesley Oliveira

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30/08/2026 às 22:00

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (30) que pretende indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros contrários ao aborto e às drogas caso seja eleito. O senador também disse que buscará nomes “patriotas” e comprometidos com a segurança jurídica para, segundo ele, recuperar a “credibilidade” da Corte.

“Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém”, afirmou Flávioem entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record.

Segundo ele, os indicados deverão ter o perfil de pessoas que possam “trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo”. Já no campo da segurança pública, Flávio afirmou que uma das primeiras medidas de seu eventual governo seria classificar organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas.

"Nós vamos tratar o crime organizado como uma ameaça à segurança nacional”, explicou.

Questionado sobre a proposta que trata sobre o fim da escala 6×1, o candidato evitou dizer como pretende votar no Senado. Em vez de apoiar ou rejeitar diretamente a proposta em discussão no Congresso, defendeu que trabalhador e empregador tenham liberdade para estabelecer a jornada.

“Eu defendo a liberdade do trabalhador. O trabalhador vai trabalhar quantas horas ele quiser. Ele vai ter a flexibilidade, a liberdade de decidir e vai ser remunerado pela quantidade de horas que ele quer trabalhar”, afirmou.

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Filme Dark Horse e o papel de Jair Bolsonaro

Flávio também foi questionado sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. O senador negou irregularidades e afirmou que a produção não recebeu dinheiro público.

Segundo Flávio, a produtora responsável pelo filme fez a prestação de contas e uma perícia teria concluído que não houve utilização de recursos públicos ou irregularidades. Ele também ressaltou que o patrocínio começou em 2025, quando Jair Bolsonaro já havia deixado a Presidência.

“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um patrocínio privado, para uma empresa privada, sem nada de dinheiro público. Não fui buscar a Lei Rouanet”, afirmou.

O longa ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre o candidato do PL à Presidência e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nas quais o filho de Jair Bolsonaro solicita recursos para financiar a produção cinematográfica.

Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme "Dark Horse" entre fevereiro e maio de 2025.

Ainda durante a entrevista à Record, foi questionado ao candidato do PL sobre qual seria o papel ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual governo. Flávio afirmou que pretende manter o pai próximo e ouvi-lo como conselheiro caso seja eleito.

“Se ele quiser participar, vai participar. Se não quiser, não vai. Isso é uma decisão dele. Eu quero meu pai perto de mim, mas a decisão é dele", disse.

Atualmente o ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado pelo STF. “Meu pai foi condenado pelos inimigos dele. Não foi pela Justiça, foi por pessoas que são inimigas dele", disse Flávio.

O candidato também defendeu a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e afirmou que, caso o Congresso não aprove uma medida nesse sentido, pretende conceder indultos dentro das prerrogativas presidenciais.

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Fonte: Gazeta Política

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