Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
25/08/2026 às 11:11
25/08/2026 às 11:11
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (24) que as contas do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já foram apresentadas pela produtora responsável e cobrou explicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre seus contatos com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.
Em maio, após a divulgação de áudios em que Flávio cobra R$ 61 milhões de Vorcaro para financiar o filme, o senador havia prometido prestar contas sobre os recursos. Mais de três meses depois, ele negou ter recuado da declaração e afirmou que os dados já foram apresentados em uma investigação conduzida em São Paulo.
“Não houve recuo nenhum. Eu vi a prestação de contas no [site] g1. Da minha parte eu digo, não sou eu que tenho que prestar conta, é o Lula, porque fez reuniãozinha escondida com Augusto Lima e o Vorcaro”, disse a jornalistas após um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
VEJA TAMBÉM:
Dino autoriza PF a acessar dados de operação contra produtora de filme sobre Bolsonaro
Segundo o material apresentado pela produtora, o filme teria custado R$ 75,1 milhões, conforme uma perícia contratada pela empresária Karina da Gama e anexada ao inquérito da Polícia Civil. Desse total, R$ 54 milhões teriam sido gastos no exterior e R$ 20,9 milhões no Brasil, embora as filmagens tenham ocorrido em território brasileiro.
A documentação, porém, não apresentou recibos ou notas fiscais que comprovassem os gastos nem detalhou a origem dos recursos utilizados na produção. O caso é investigado pela Polícia Civil e o Ministério Público apuram se houve utilização de dinheiro público de outro contrato ligado à empresária na realização do filme.
Karina da Gama é investigada em um inquérito que apura um contrato de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi na periferia de São Paulo. O acordo foi firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização que pertence à empresária e funciona no mesmo endereço da produtora responsável por Dark Horse.
VEJA TAMBÉM:
Ancine registra filme sobre Bolsonaro em meio à investigação do Master e emendas
As duas “Faria Lima”: mercado precifica Lula, mas vê mais chances de ajuste com Flávio
Eduardo Bolsonaro apoia crítica de Allan dos Santos à candidatura de Michelle
Questionado novamente sobre a ausência de divulgação do contrato com Vorcaro e dos valores repassados pelo banqueiro, Flávio reagiu reafirmando que a produção foi privada e não envolveu recursos públicos.
“Gente, olha só, vocês vão parar no tempo? O Brasil tá lambendo em chamas, todo mundo endividado, Brasil quebrado… e vocês querem insistir com uma relação privada, de um filme privado que não tem partilha pública de nada”, questionou.
O senador seguiu e afirmou que “vocês não vão me colocar na mesma página pública desse cara. Não vão me colocar. Hoje o governo Lula é que deve explicações. Vão cobrar explicações dele”.
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Liderada por Gilmar, resistência contra impeachment de ministros do STF cresce na eleição
Candidato que apoia os abusos do STF não merece voto
Gigante de viagens CVC perde 90% do valor de mercado e tenta reencontrar o caminho
Advogados do milionário Fauci criam fundo para pagar defesa dele
Tudo sobre:
Flávio Bolsonaro
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


