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Familiares de vice-líder de Lula e amigo de Flávio são alvos da PF no caso INSS

Operação Sem Desconto

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à fraude de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos de aposentadorias e pensões do INSS.

A esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, além do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo pessoal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foram alvo da operação.

Investigação

A investigação apura a origem do dinheiro, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado no esquema. A Polícia Federal também busca identificar quem se beneficiou dos valores desviados e como os recursos foram movimentados.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o senador Weverton Rocha tenha mantido vínculos com investigados apontados como operadores do esquema e de que possa ter se beneficiado de operações financeiras supostamente ligadas à organização criminosa.

Envolvimento de Weverton com a fraude no INSS

O senador nega irregularidades e afirma que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos. Em fases anteriores da operação, a Polícia Federal chegou a solicitar a prisão preventiva de Weverton Rocha, mas o pedido foi rejeitado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Proximidade de advogado com Flávio

Willer Tomaz é citado como amigo pessoal de Flávio Bolsonaro e recebeu manifestações públicas de apoio do senador durante a CPI da Covid-19. O advogado também foi preso em 2017 na Operação Patmos, desdobramento das delações da JBS e do grupo J&F, acusado de intermediar propinas e obter informações sigilosas da Operação Greenfield com auxílio do então procurador da República Ângelo Goulart Villela, que também foi preso.

A Gazeta do Povo apurou ainda que Tomaz atuou, mais recentemente, na defesa de Flávio Bolsonaro no caso da emissão de notas fiscais de R$ 500 mil para a Copenhagen Consultoria, apontada como empresa de fachada utilizada pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, para movimentar cerca de R$ 58 milhões.

Desde o início da Operação Sem Desconto, a Polícia Federal estima que os desvios provocados pelos descontos irregulares em benefícios do INSS, entre 2019 e 2024, possam chegar a R$ 6,3 bilhões.

Fonte: Gazeta Brasil

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