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Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
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24/08/2026 às 08:19
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O ex-jogador Enes Kanter Freedom foi expulso de uma partida da WNBA, a liga de basquete feminina dos Estados Unidos, após ter sido confrontado por uma atleta enquanto usava uma camiseta com uma mensagem contra a presença de atletas transgênero em esportes femininos.
Segundo informações da agência Associated Press, o caso ocorreu na partida entre Indiana Fever e Chicago Sky, na noite de domingo (23), em Chicago.
O ex-atleta estava assistindo ao jogo, sentado junto à linha de fundo e vestindo uma camiseta preta com a inscrição “Mulher: substantivo. Fêmea humana adulta”.
Durante um tempo técnico, uma armadora do Sky, Natasha Cloud, começou a gritar e apontar para Freedom. O ex-jogador abriu os braços e deu um passo em direção à quadra, quando seguranças e algumas jogadoras do Sky se posicionaram entre os dois.
Freedom foi escoltado para fora da quadra e então esticou a camiseta, incentivando manifestações da torcida.
A questão da presença de jogadoras trans em esportes femininos se tornou uma grande discussão na WNBA recentemente: embora a competição nunca tenha sido disputada por atletas transgênero, o acordo coletivo de trabalho da liga não contém cláusulas específicas sobre identidade de gênero ou sexo de nascimento.
Uma armadora do Indiana Fever, Sophie Cunningham, se manifestou contra a presença de atletas transgênero em esportes femininos e foi elogiada por Freedom, que a chamou de “heroína americana” em entrevista à Fox News este mês.
Antes da partida deste domingo, Freedom participou de uma manifestação de apoio a Cunningham do lado de fora do ginásio.
Americano de origem turca, ele jogou 11 temporadas na NBA e se tornou conhecido pelo ativismo contra a China e o presidente da Turquia, Recep Erdogan.
Este mês, como forma de protesto, Freedom e Royce White, outro ex-jogador da NBA (filiado ao Partido Republicano), se candidataram para o próximo recrutamento de jogadoras da WNBA, afirmando que se identificam como mulheres.
Em resposta, o sindicato das jogadoras da WNBA afirmou em comunicado que “o ódio, o abuso e a demonização de qualquer pessoa ou grupo de pessoas, incluindo pessoas transgênero, apenas alimentam o medo, a divisão e os danos” e que as atletas da liga “não serão usadas como peças de manobra política”.
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Fonte: Gazeta Mundo


