Operação Arena
A Polícia Federal deflagrou a Operação Arena, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro de bets ilegais operado por um advogado. A Receita Federal identificou uma complexa engrenagem financeira que movimentou recursos de bets ilegais, transferiu-os ao exterior e depois os fez retornar ao circuito formal com aparência de legalidade.
Fluxo financeiro
O dinheiro entrava no sistema por meio dos apostadores que faziam depósitos nos sites de apostas e recebiam eventuais saques através de instituições de pagamento. A partir dessas empresas, os recursos eram distribuídos por diferentes caminhos, incluindo o pagamento de fornecedores e despesas das bets, a compra de criptomoedas e transferências para empresas integrantes do grupo investigado.
O fluxo também previa operações de câmbio para transformar os valores em moeda estrangeira e remetê-los a contas mantidas no exterior, inclusive em países classificados como paraísos fiscais, como Curaçao e Costa Rica.
Investigação
A investigação aponta que o esquema teria começado antes da regulamentação oficial do mercado brasileiro de apostas de quota fixa, que passou a exigir autorização federal para a operação das empresas a partir de 1º de janeiro de 2025. A Receita Federal identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e utilização de empresas para reduzir ou evitar irregularmente os impostos incidentes sobre as atividades.
A autoridade fiscal também identificou suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de possíveis crimes relacionados à exploração de apostas. A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná, além da apreensão de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Fonte: Gazeta Brasil


