Adaptações nas empresas
Empresas de todos os portes em dez cidades brasileiras estão intensificando a adaptação de seus sistemas contábeis e fiscais para atender ao cronograma de transição da reforma tributária. O objetivo é garantir que as operações estejam prontas para as mudanças definitivas que começam em 2027.
Mudanças nas notas fiscais
Desde o início de agosto, as empresas começaram a incluir nas notas fiscais eletrônicas os campos destinados ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Embora neste momento de 2026 o destaque seja simbólico e funcione como um período de testes, essa alteração exige que os estabelecimentos revisem milhares de cadastros de produtos e regras de cálculo.
Processo demorado
Especialistas apontam que um projeto de adequação consistente pode levar de três meses a um ano. Isso acontece porque a reforma tributária exige uma revisão profunda que vai muito além da contabilidade, atingindo o caixa das lojas, o cadastro de fornecedores e até a formação dos preços dos produtos.
Receita Federal e o período de transição
O governo federal definiu o ano de 2026 como um marco para aprendizado e ajustes tecnológicos. Segundo a Receita Federal, existe um programa de conformidade com caráter orientador, o que significa que não haverá aplicação de multas ou penalidades para os empresários que demonstrarem que estão avançando gradualmente na preparação.
Riscos de deixar as mudanças para a última hora
O maior perigo é a necessidade de tomar decisões estratégicas complexas sob pressão no fim de 2026, o que pode gerar erros na análise de impacto financeiro nos negócios. Existe também uma preocupação sistêmica: a preparação não depende apenas de uma empresa isolada, mas de toda a cadeia produtiva.
Fonte: Gazeta Economia


