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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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26/08/2026 às 23:50
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O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que o país vive uma situação de “sofrimento” em meio à grave crise econômica e social que atinge a ilha. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele classificou o cenário como “complexo”, embora tenha negado que Cuba esteja à beira de um colapso.
Díaz-Canel afirmou que a avaliação de especialistas internacionais sobre o risco de Cuba se transformar em uma espécie de “Gaza silenciosa” é “perfeitamente correta”. Ainda assim, rejeitou a ideia de que o regime esteja próximo de perder o controle da situação.
Segundo o ditador cubano, o país enfrenta uma conjuntura marcada por dificuldades profundas, mas também pelo que chamou de “criatividade” e “resistência histórica” da população.
Sob o comando do regime comunista, a crise tem se ampliado em Cuba e refletido diretamente no cotidiano dos cubanos. O país enfrenta apagões frequentes, forte redução do transporte público, funcionamento limitado de hospitais e alta dos preços de alimentos e medicamentos, especialmente no mercado informal.
A economia cubana também sofreu forte retração nos últimos anos. Díaz-Canel atribuiu, como sempre, parte do agravamento da situação à pressão dos Estados Unidos. Ele voltou a criticar o governo do presidente Donald Trump e afirmou que Washington atua com “perversidade” em uma tentativa de "subjulgar" Cuba.
O ditador cubano também reconheceu que o diálogo com os Estados Unidos está “estagnado” neste momento. Segundo ele, apesar de contatos entre os dois governos e de uma suposta disposição para conversar, ainda não houve avanços concretos nem foi definida uma agenda para as negociações.
As tensões entre os EUA e Cuba aumentaram em meio ao endurecimento da política americana contra Havana. Os Estados Unidos impuseram um bloqueio ao fornecimento de petróleo à ilha em janeiro e ampliaram, a partir de maio, sanções secundárias contra setores considerados estratégicos da economia cubana.
Em paralelo à crise, o regime cubano aprovou em junho um pacote com 176 medidas econômicas voltadas à liberalização e à descentralização de parte da atividade produtiva. Díaz-Canel, porém, rejeitou a interpretação de que as mudanças representem uma abertura ao capitalismo.
Segundo ele, as medidas não são “reformas capitalistas” e não haverá uma “restauração capitalista” na ilha. “Estamos em um processo de construção socialista”, afirmou.
De acordo com Díaz-Canel, as mudanças econômicas são resultado de discussões realizadas há mais de uma década. Até o momento, 76,1% das medidas previstas no pacote já receberam respaldo jurídico.
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Fonte: Gazeta Mundo


