Acordo de Céus Abertos
O acordo de céus abertos, assinado em julho por Brasil, Argentina, Paraguai e Chile, visa reduzir o preço das passagens e aumentar a concorrência aérea na região. No entanto, a implementação efetiva enfrenta barreiras regulatórias e altos custos operacionais no território brasileiro.
O que Significa Céus Abertos
O modelo de céus abertos busca liberar o mercado de aviação, permitindo que empresas aéreas operem com mais liberdade entre diferentes países. O ponto principal é a chamada quinta liberdade do ar, que permite que uma empresa brasileira, por exemplo, leve passageiros da Argentina para o Chile como parte de um voo que começou no Brasil.
Desafios para a Implementação
Embora o memorando de entendimento tenha sido assinado, o processo de implementação é gradual. Foi criado um grupo de trabalho que terá um ano para estudar medidas de integração da aviação civil. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) explica que é preciso harmonizar regras entre os países, como o reconhecimento mútuo de licenças de pilotos e certificados de segurança.
Custo Brasil: Um Obstáculo para as Aéreas
Operar no Brasil é muito caro em comparação a outros mercados mundiais. Cerca de 57% dos gastos das empresas aéreas brasileiras são dolarizados, incluindo seguros, manutenção e aluguel de aeronaves. O combustível de aviação, que é o principal custo, representa 31% das despesas no Brasil, enquanto nos Estados Unidos esse peso é de 21%.
Comportamento Atual do Mercado Aéreo
O Brasil vive uma situação curiosa: é o único entre os seis maiores mercados do mundo onde a aviação doméstica está em crescimento, superando países como China e Estados Unidos. Entretanto, especialistas alertam que a oferta de assentos tem crescido mais rápido do que a vontade ou capacidade do brasileiro de viajar.
Fonte: Gazeta Economia


