Denúncias Ignoradas
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) teria ignorado cerca de 60 denúncias sobre irregularidades nas operações do Banco Master e de fundos de investimentos ligados a ele desde 2022.
Algumas dessas denúncias apontavam manipulação de balanços pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reavaliação de “ativos podres” em fundos fechados e que a conta de toda a fraude recairia ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como efetivamente ocorreu após a liquidação das empresas ligadas ao conglomerado, gerando um prejuízo de R$ 57 bilhões.
Investigação e Responsabilidades
A CVM informou que criou um grupo de trabalho em 2026 para consolidar as denúncias e informações sobre o Banco Master e instituições financeiras conexas.
O órgão também afirmou que as comunicações formais começaram em junho de 2017, sendo 13 encaminhadas até janeiro de 2026 para o Ministério Público Federal (MPF) e o Banco Central.
Denúncias Anônimas
Algumas denúncias anônimas teriam sido feitas diretamente ao FGC e posteriormente encaminhadas à CVM, que as considerou inverossímeis ou não as investigou devido à falta de pessoal.
Uma dessas denúncias citava aliados de Vorcaro que recebiam parte dos valores desviados, como o ex-sócio Augusto Lima e o empresário Nelson Tanure.
A CVM afirmou que a área técnica entendeu que o relato não trazia a denominação específica dos fundos de investimento mencionados e que considerou inviável prosseguir com investigações além das que já estavam em curso.
Fonte: Gazeta Economia


