Crise Migratória em Ceuta
O número de pessoas que morreram afogadas durante a travessia marítima nos últimos quatro dias subiu para 72, de acordo com autoridades da Espanha.
A invasão recente do território espanhol mobilizou cerca de 50 mil imigrantes que conseguiram romper as barreiras e acessar a cidade. Desse total, cerca de 48 mil pessoas já retornaram ao território marroquino após o cerco das forças de segurança.
Causas da Crise
O estopim para o caos fronteiriço é atribuído a uma recente decisão do Supremo Tribunal da Espanha, que flexibilizou o tratamento concedido a quem ingressa no país por vias marítimas. A Corte espanhola determinou que os imigrantes ilegais que alcançarem o território por mar não poderão sofrer extradições imediatas.
O entendimento liberatório da Justiça espanhola foi amplamente difundido e explorado em solo marroquino, gerando uma corrida desordenada em direção ao enclave. Movidos pelo afrouxamento das regras de deportação, milhares de pessoas se lançaram ao mar na tentativa de forçar a entrada na Espanha através de Ceuta.
Resposta Internacional
A União Europeia convocou uma reunião de emergência para debater o avanço descontrolado da crise migratória em Ceuta. Ao todo, 22 países que compõem o bloco exigem respostas coordenadas e imediatas para conter a onda de travessias ilegais na região.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou apoio à convocação da assembleia, que reunirá os ministros do Interior dos países europeus para traçar planos de contenção.
Barreiras na Fronteira
O premiê Pedro Sánchez instalou uma barreira flutuante de 500 metros de comprimento para frear o fluxo de milhares de migrantes que tentam entrar em território espanhol.
A estrutura foi instalada pela Guarda Civil espanhola na fronteira entre a cidade espanhola de Ceuta e o Marrocos, e visa atender uma decisão da Suprema Corte espanhola, segundo a qual migrantes interceptados no mar só podem ser imediatamente devolvidos caso haja barreiras físicas.
Apoio do Papa
O Papa Leão XIV citou a grave crise migratória em Ceuta durante a recitação da oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano. O pontífice manifestou apreensão diante do cenário na fronteira sul do continente europeu e classificou a onda de invasões como ‘alarmante’.
O Papa Leão XIV dirigiu-se aos fiéis e fez um apelo público pela restauração da ordem e estabilidade no território atingido pelo avanço migratório.
Fonte: Gazeta Mundo


