Origem da crise
O governo federal se mobilizou para conter uma escalada de tensão entre o ministro do STF André Mendonça e a cúpula da Polícia Federal. O impasse, que se arrasta desde o início de 2026, envolve divergências sobre a autonomia investigativa e o controle de dados em inquéritos sensíveis.
Desentendimento entre o ministro e a corporação
O conflito começou em fevereiro de 2026, quando André Mendonça assumiu a relatoria da investigação sobre o Banco Master. Na ocasião, o ministro restringiu o acesso aos dados do inquérito, determinando que as informações fossem compartilhadas apenas com os policiais diretamente envolvidos.
Investigações sobre o filho do presidente Lula
A tensão aumentou quando a PF tentou pular o sorteio convencional de relatores para novos pedidos contra Lulinha, protocolando-os como ‘fatos novos’. O objetivo era que os casos pudessem ir para outros ministros, mas o sistema do STF manteve dois inquéritos com Mendonça.
Recorrência à Advocacia-Geral da União
A PF recorreu à AGU para contestar formalmente as ordens de Mendonça. A instituição argumentou que as exigências do ministro — como a obrigação de comunicar trocas de equipe e o envio de dados brutos diretamente ao gabinete dele — feriam a autonomia administrativa e técnica da polícia.
Medidas para pacificar a relação
O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima, assumiram o papel de mediadores. Em reunião realizada, os integrantes do governo buscaram um acordo de cooperação para melhorar a interlocução entre o Judiciário e a polícia.
Fonte: Gazeta Política


