Receba notícias por email
Banco Master
Banco Central
Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
21/08/2026 às 09:40
21/08/2026 às 09:40
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
Os Correios abriram um novo plano de demissão voluntária (PDV) com a expectativa de alcançar até 7 mil funcionários e adesões válidas até setembro. A medida faz parte do plano de reestruturação da estatal, que tenta conter a grave crise financeira que já atinge um prejuízo bilionário apenas neste ano.
Diferentemente do primeiro PDV lançado no primeiro semestre, a direção dos Correios não estabeleceu uma meta de adesões para a nova rodada. O programa será direcionado exclusivamente a funcionários de unidades que serão extintas, incluindo centros de tratamento e armazenamento de cargas e agências.
“A medida foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa. As estimativas de adesão e os impactos financeiros estão contemplados nos estudos e nas projeções econômicas divulgados anteriormente”, disse a estatal em nota.
VEJA TAMBÉM:
Correios começam a entregar no Brasil compras feitas em lojas do Paraguai
No primeiro PDV, lançado em fevereiro e encerrado em março, cerca de 3,1 mil funcionários aderiram ao programa, diante de uma meta de 10 mil desligamentos. Mesmo com a adesão abaixo do esperado, a estatal afirma ter alcançado uma economia equivalente a 45% da meta de R$ 1,4 bilhão prevista inicialmente.
O novo plano terá um incentivo financeiro calculado conforme a situação de cada empregado, levando em conta tempo de serviço, idade, adicionais por aposentadoria e incorporação. Segundo os Correios, a indenização:
Varia de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil;
Paga integralmente, em parcela única;
Depositada até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento;
Não terá incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.
Os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, resultado 82,35% superior ao apurado no mesmo período de 2025. Para 2026, a expectativa é de um prejuízo próximo de R$ 10 bilhões.
VEJA TAMBÉM:
PF prende três funcionários dos Correios por fraude em seguros de encomendas
Rombo das estatais bate recorde e soma R$ 7,8 bilhões no 1º semestre
Correios correm risco se governo não cobrir prejuízos, avalia TCU
O resultado de 2025 também foi negativo em nível recorde, com prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões, mais de três vezes o déficit de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024. A queda das receitas e o aumento das obrigações judiciais estão entre os fatores apontados para a deterioração das contas.
O plano prevê ainda a venda de imóveis, com potencial de arrecadação de R$ 1,5 bilhão, e o fechamento de até mil pontos de atendimento deficitários. Dos cerca de 10 mil pontos existentes, 7 mil são próprios ou franqueados, e 85% eram considerados deficitários em relatório da companhia de 2024.
A reestruturação também inclui medidas para reduzir despesas e melhorar o caixa, como a negociação com fornecedores que teria gerado economia de R$ 321 milhões. A estatal ainda negociou o pagamento de R$ 702 milhões em precatórios até dezembro e parcelou R$ 2,5 bilhões em tributos em 60 vezes.
O plano é dividido em três etapas – recuperação financeira, consolidação e crescimento – e prevê redução do déficit em 2026 com retorno à lucratividade em 2027. Os Correios também contam com um empréstimo de R$ 12 bilhões concedido por bancos com garantia do Tesouro para cobrir parte das necessidades financeiras enquanto executam as medidas de reestruturação.
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Dino e Moraes querem criar classe de jornalistas permitidos e deslegitimar “blogueiros”
Nova punição a desembargadores da Lava Jato alimenta clima de intimidação
Mendonça barra vídeo de IA que liga Flávio a Vorcaro e rejeita argumento de sátira
MPE faz defesa incontestável da eligibilidade de Deltan Dallagnol
Tudo sobre:
Correios
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Economia


