Receba notícias por email
América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
28/08/2026 às 10:20
28/08/2026 às 10:20
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta sexta-feira (28) que ataques com drones atingiram uma refinaria em Yaroslavl, cidade russa que fica a mil quilômetros da linha de frente da guerra entre os dois países, e um bombardeiro nuclear na região russa de Saratov, no sul do país vizinho.
“Em Engels [cidade de Saratov], na Rússia, combatentes da unidade Alpha do Serviço de Segurança da Ucrânia atingiram uma aeronave lançadora de mísseis Tu-95MS. Essas são as aeronaves que realizam ataques contra a Ucrânia”, escreveu Zelensky no X.
O Tupolev Tu-95 é um bombardeiro estratégico com capacidade nuclear utilizado pela Rússia desde a época da União Soviética.
Ele voou pela primeira vez em 1952 e entrou em serviço em 1956. Porém, foi utilizado em combate pela primeira vez apenas em 2015, durante a Guerra Civil na Síria, quando o regime de Vladimir Putin apoiou o ditador Bashar al-Assad, que se exilou em Moscou no final de 2024 após uma ofensiva-relâmpago dos rebeldes contra quem travava o conflito desde 2011.
A projeção é que o Tu-95 seja utilizado pelas forças russas até pelo menos 2040. Na atual guerra na Ucrânia, ele tem sido utilizado para ataques com mísseis de cruzeiro.
Antes do ataque anunciado por Zelensky nesta sexta-feira, a Ucrânia já havia conseguido atingir outros bombardeiros desse modelo.
Em junho de 2025, a chamada Operação Teia de Aranha destruiu pelo menos oito Tu-95MS e Tu-95MSM nas bases aéreas de Belaya e Olenya. Em 17 de julho deste ano, um ataque com drones ucranianos à base aérea de Engels destruiu outro Tu-95.
Segundo o site especializado Militarnyi, desde a ofensiva ucraniana de 2025, a frota desses bombardeiros foi transferida para Ukrainka, no extremo oriente da Rússia, para que fiquem protegidos de ataques de Kiev.
Porém, como esses aviões precisam ser levados para Engels, mais perto da fronteira com a Ucrânia, para serem equipados com mísseis de cruzeiro Kh-101 e os ataques depois serem realizados, isso elevou para mais de 12 mil quilômetros a distância que esses bombardeiros têm que percorrer para serem utilizados na guerra, contando ida e volta.
O Militarnyi informou que o Tu-95MS é uma versão modernizada da aeronave antissubmarino Tu-142MK, de 1979, que foi adaptada para transportar mísseis de cruzeiro Kh-55/Kh-555 e Kh-101/Kh-102.
Em 2024, a frota aérea russa tinha 31 aeronaves Tu-95MS e 27 Tu-95MSM – padrão atualizado, adotado desde 2015.
“Como parte da modernização, a aeronave recebeu novos motores, um sistema de defesa a bordo Meteor-NM2 aprimorado, novos sistemas de navegação e astronavegação, e um sistema de exibição de informações. A atualização também possibilitou aumentar para oito o número de mísseis transportados em pilones externos”, apontou o Militarnyi.
VEJA TAMBÉM:
Milei faz palestra em escola para alertar sobre “marxismo satânico”
EUA notificam Brasil sobre incidente envolvendo helicóptero de Trump
Rei Harald V, monarca da Noruega, morre aos 89 anos
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Polarização antecipa 2º turno nas eleições estaduais
Lula diz que não conhece Roberta Luchsinger, mas fotos mostram os dois juntos
A fraude e o abuso que levaram Filipe Martins à prisão
TRF4 pune ex-juiz da Lava Jato com perda do cargo por furto de champanhe
Tudo sobre:
Guerra na Ucrânia
Rússia
Síria
Ucrânia
Vladimir Putin
Volodymyr Zelensky
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Mundo


