Avanços nas Negociações
Delegados do governo e da oposição venezuelana deram início a um novo ciclo de negociações em Caracas, visando viabilizar a transição democrática no país. Sob a supervisão direta dos Estados Unidos e sem a presença de Nicolás Maduro no poder, as partes alcançaram um acordo inédito em 12 de agosto de 2026 para substituir todos os magistrados da suprema corte, buscando restaurar a confiança nas instituições antes de futuras eleições.
Mudanças Significativas
A grande diferença agora é a ausência de Nicolás Maduro no comando do país, o que mudou completamente a força de cada lado na mesa. Antes, o regime controlava tudo e podia abandonar as conversas sem grandes prejuízos. Hoje, os líderes chavistas precisam de estabilidade financeira e política para sobreviver, já que o isolamento internacional ficou insustentável.
Primeiro Passo Concreto
As duas delegações concordaram em realizar uma reforma profunda no sistema de Justiça. O ponto principal é a substituição de todos os magistrados do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), a corte mais importante do país. Esse órgão era acusado de atuar sempre em benefício do governo, decidindo quem podia ou não participar de eleições.
Papel Estratégico dos EUA
Washington deixou de ser apenas um agente que aplica castigos e passou a ser o arquiteto da transição. A influência americana é decisiva porque o país controla o ritmo da recuperação econômica da Venezuela. O acesso ao mercado financeiro internacional e a venda de petróleo dependem do aval dos EUA.
Legitimidade das Conversas
A exclusão de María Corina Machado, principal liderança da oposição, gera um intenso debate sobre a representatividade do acordo. Embora Dinorah Figuera lidere a delegação opositora com apoio americano, críticos como Henrique Capriles alertam que ignorar a figura de maior respaldo popular pode transformar o pacto em um ‘acordo de elites’.
Fonte: Gazeta Mundo


