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Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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28/08/2026 às 17:29
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Ceuta viveu nesta quinta-feira (27) uma nova onda de tensão entre moradores, imigrantes e forças de segurança, semanas depois da entrada em massa de mais de 70 mil imigrantes ilegais vindas do Marrocos para o enclave espanhol no Norte da África. Os episódios mais recentes incluíram confrontos com a polícia, incêndios em pertences de imigrantes e tentativas de impedir a distribuição de alimentos e água.
Segundo a BBC, manifestantes avançaram nesta quinta sobre a praia de Trampolín, principal área onde muitos imigrantes têm dormido, e atearam fogo em acampamentos e pertences. A polícia interveio para afastar os manifestantes, enquanto parte dos imigrantes recuou em direção a um píer.
Antes dos confrontos, dezenas de moradores também bloquearam temporariamente veículos da Cruz Vermelha que tentavam levar comida e água a centenas de imigrantes que estavam na praia. Segundo a AFP, manifestantes carregavam bandeiras da Espanha e gritavam frases como “eles devem ir embora” e “fora, Cruz Vermelha”.
A tensão aumentou ainda mais após um veículo militar com quatro soldados ter sido atacado durante a madrugada por cerca de 70 imigrantes, segundo um porta-voz da polícia citado pela AFP. O grupo teria lançado pedras e outros objetos contra o veículo, quebrando janelas e ferindo levemente um dos militares. Doze marroquinos foram detidos após o episódio.
Os episódios ocorrem após a chegada de pelo menos 72 mil imigrantes a Ceuta nos dias 30 e 31 de julho. A maior parte dos imigrantes atravessou a fronteira a nado, contornando uma cerca que separa o território espanhol do Marrocos. Pelo menos 100 pessoas morreram durante a travessia, segundo números divulgados pelas autoridades locais.
A maioria dos que entrou em Ceuta retornou ao Marrocos poucas horas depois, mas milhares continuam no território. O governo espanhol estima que entre 3,5 mil e 7 mil imigrantes permaneçam no enclave, enquanto autoridades locais afirmam que o número pode chegar a pelo menos 10 mil. Muitos estão vivendo nas ruas e nas praias.
O impacto da chegada em massa tem alimentado protestos entre os moradores, que reclamam de problemas de segurança, higiene e pressão sobre os serviços públicos. Segundo a BBC, manifestações contra a presença dos imigrantes começaram de forma majoritariamente pacífica, mas passaram a registrar episódios de violência nos últimos dias.
A conselheira de Finanças de Ceuta, Kissy Chandiramani, afirmou à rádio SER que a tensão na cidade está “muito alta” e disse que os moradores se sentem abandonados pelo governo federal, liderado pelo socialista Pedro Sánchez. Apesar das críticas, ela pediu calma e afirmou que o aumento da hostilidade não ajudará a resolver a crise.
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Fonte: Gazeta Mundo


