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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Marcos Tosi
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22/08/2026 às 19:01
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O grupo de whatsapp entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a lobista Roberta Luchsinger e o sócio Fernando Bittar tinha uma apelido que traduz a essência de sua atuação: “musaranhos”.Escolhido pelo próprio Lulinha, o apelido não tem nada de aleatório. Musaranho é o menor mamífero do mundo, parece um rato e tem apetite voraz: come o equivalente ao próprio peso a cada três horas.
A reportagem da revista Veja, que teve acesso à investigação da Polícia Federal, mostra que a alcunha “musaranhos” refletia com perfeição o comportamento do trio: avançar com pressa e voracidade sobre negócios junto ao governo, sem licitação, para se empanturrarem com centenas de milhões de reais.
Musaranho, mais do que apelido, um modo de agir
Nas mensagens, Roberta Luchsinger declara metas ambiciosas — “Eu quero 100 milhões esse ano. Pra mim” — e afirma ter relação especial com o presidente. A lobista conta que o presidente Lula a chamou pessoalmente e perguntou: “escolhe onde você quer ficar”.
Roberta respondeu que preferia continuar na sociedade com Fábio e Fernando, sem cargo formal. Afinal, explicou ela a um interlocutor, isso lhe dava liberdade para circular onde quisesse.
A lobista se apresentava como a própria voz de Lulinha (“Eu sou o Fábio”, disse ela) perante interlocutores do governo. O filho do presidente, segundo as conversas, entrava em cena apenas quando necessário para “abrir portas”, enquanto a lobista e os parceiros tocavam as negociações.
De musaranha para musaranho: "acho bom você se mexer"
Em janeiro de 2025, pressionada por Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, Roberta acionou Lulinha com urgência. “Ontem eu disse para Fábio: Antonio tá pressionando e acho bom vc se mexer”, escreveu a lobista. O pedido era claro: o primogênito precisava entrar em campo para destravar a regulamentação e o contrato bilionário de canabidiol sem licitação. E havia pressa. Por que o dinheiro ajudaria a custear a “retirada” de Lulinha do país. “As coisas vão acontecer porque eu tenho que tirar o Fábio e família do país até junho. Ou seja, custo altíssimo”, confidenciou Roberta.
Hoje o primogênito do presidente vive na Espanha, em um condomínio cujo aluguel mensal chega a R$ 30 mil. Somente o aluguel. Como amplamente descrito pela biologia, o apetite dos musaranhos é mesmo insaciável.
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Fonte: Gazeta Política


