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Acordo de Céus Abertos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Chile Enfrenta Desafios para Sair do Papel

Acordo de Céus Abertos

O acordo de céus abertos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Chile, assinado em julho, visa ampliar a concorrência e reduzir as tarifas aéreas. No entanto, a implementação depende da remoção de barreiras regulatórias e de condições econômicas favoráveis para as companhias aéreas.

Os quatro países assinaram um memorando de entendimento para criar um grupo de trabalho que estudará medidas de integração da aviação civil da região nos próximos 12 meses. Bolívia e Uruguai demonstraram interesse em participar posteriormente.

Desafios para a Implementação

A demanda é um dos fatores que determinarão se a abertura efetivamente resultará em novas rotas. A Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) indica que o mercado da região mostra resiliência, com 205,5 milhões de passageiros viajando de avião nos cinco primeiros meses de 2026, 4,5% a mais do que no mesmo período de 2025.

No Brasil, porém, há sinais de que a expansão da oferta está ocorrendo mais rapidamente do que a demanda. Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) mostram que o país foi o único mercado em crescimento entre os seis maiores do mundo na aviação doméstica.

Custo Brasil da Aviação

Um dos principais obstáculos é o custo de operar no Brasil. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) estima que, em 2024, 31% dos custos das companhias brasileiras foram com combustível e lubrificantes, insumos dolarizados.

A dependência do dólar é outro entrave. A Abear estima que, em 2024, 57% dos gastos operacionais das empresas aéreas brasileiras estavam vinculados à moeda americana.

Fonte: Gazeta Economia

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