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Alexandre Garcia
Por Vinicius Macia
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02/07/2026 às 17:26
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A ONG anticorrupção Transparência Internacional apontou gravidade na ausência de atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação às revelações sobre o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
"O grau de informalidade com que se tramitou um contrato de R$ 129 milhões de reais é estarrecedor e só aumenta as suspeitas – que já eram mais que suficientes para a abertura de uma investigação própria. A inação da PGR se torna mais grave a cada nova revelação", publicou a entidade, nesta quinta-feira (2), em referência à reportagem do jornal Estado de São Paulo que revela a conversa em que Viviane, diretamente, envia ao dono do Master, Daniel Vorcaro, a minuta do contrato.
Na captura de tela divulgada pelo jornal, Vorcaro responde perguntando como faria a assinatura, se eletronicamente ou pelo envio dos documentos impressos e assinados. A troca de mensagens ocorreu em 17 de janeiro de 2024.
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Em um dos seus celulares, Vorcaro possuía os contatos de Viviane, de Moraes e do advogado Mágino Alves Barbosa Filho, membro do escritório. Viviane diz que o contrato diz respeito a serviços de consultoria jurídica e compliance realizados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sem qualquer condução de causas no Supremo.
A revelação trouxe Viviane para o cenário de controvérsias envolvendo o caso Master, sobretudo diante das suspeitas de uma ligação próxima entre seu marido e o banqueiro acusado de fraude contra o sistema financeiro nacional. Diante da repercussão, o Supremo mandou investigar o vazamento das informações à imprensa.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a PGR. O espaço segue aberto para manifestação.
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Fonte: Gazeta Política


