SaúdeTráfico de placentas humanas: o comércio ilegal que envolve hospitais e empresas

Tráfico de placentas humanas: o comércio ilegal que envolve hospitais e empresas

Investigação no Paquistão

Uma investigação no Paquistão revelou um suposto esquema de desvio de placentas humanas para tratamentos antienvelhecimento. A Agência Federal de Investigação (FIA) acusa uma organização de comprar cerca de 200 kg de placentas por mês de diversos hospitais.

As placentas são secas, processadas e enviadas para o exterior, onde são transformadas em injeções antienvelhecimento. Durante uma operação realizada no fim do mês passado em Islamabad, capital do país, as autoridades encontraram 500 kg do que aparentavam ser placentas humanas em uma instalação clandestina de processamento.

O comércio de placentas

O comércio de placentas humanas é ilegal no Paquistão, mas há uma forte demanda por elas na cirurgia estética. A placenta é rica em proteínas, ferro e gorduras, e é utilizada na fabricação de diversos medicamentos, incluindo alguns destinados ao tratamento da depressão pós-parto.

Além disso, a placenta também é utilizada no tratamento de doenças para as quais as terapias convencionais têm eficácia limitada, como distúrbios autoimunes e neurológicos. No entanto, as evidências científicas que sustentam essas aplicações variam, assim como a regulamentação sobre seu uso em diferentes países.

Uso na medicina tradicional

A placenta é utilizada há séculos na medicina tradicional em diversas culturas. Extratos de placenta são usados no tratamento de doenças como asma e bronquite, e também são utilizados para fortalecer o sistema imunológico.

No entanto, o consumo de placentas sem condições adequadas de higiene pode transmitir vírus como HIV, hepatite B e sífilis. Além disso, a placenta também pode ser transformada em comprimidos e injeções que, segundo alguns estudos, poderiam favorecer a regeneração dos tecidos.

Comércio ilegal na China

Na China, apesar da proibição da venda comercial, a placenta humana fresca continua sendo comercializada no mercado clandestino e anunciada em diversas plataformas online.

Um vendedor afirmou que vendia uma placenta humana por mais de US$ 50, e que comprava a matéria-prima por US$ 30 o quilo. No entanto, especialistas em direito afirmam que as multas para quem é flagrado nesse tipo de comércio são inferiores ao valor do lucro obtido ilegalmente.

Fonte: Saúde Brasil

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