Introdução
A Venezuela enfrenta uma crise política agravada pela resposta tardia e ineficaz do governo interino de Delcy Rodríguez aos recentes terremotos que atingiram o país. A negligência e a demora na ajuda humanitária têm aumentado a pressão sobre o regime chavista, que é acusado de politizar a assistência e dificultar o resgate em áreas críticas.
Resposta do Governo
A resposta do governo de Delcy Rodríguez foi considerada tardia, ocorrendo apenas 48 horas após os sismos. O regime é acusado de excesso de burocracia e falta de coordenação, preferindo militarizar regiões afetadas em vez de facilitar o acesso de voluntários e da sociedade civil. Especialistas apontam que essa postura opaca e centralizadora desgastou a imagem do governo interino perante a população e a comunidade internacional.
Ajuda Internacional
Os Estados Unidos, junto com cerca de 20 países, enviaram ajuda rápida e equipes de resgate. No entanto, houve tensões políticas: parlamentares republicanos acusaram o chavismo de sabotar o socorro. Enquanto isso, o governo de Donald Trump manteve proximidade com Delcy Rodríguez, mas reforçou que eleições livres dependem de condições como imprensa independente e um novo órgão eleitoral.
Consequências
A população venezuelana tem lidado com a falta de ajuda oficial, com muitas famílias e vizinhos agindo por conta própria para escavar escombros e prestar assistência. O sentimento de abandono cresceu, pois os venezuelanos confiam mais nos socorristas estrangeiros do que nas autoridades locais, que estão sendo acusadas de tentar ‘maquiar’ o número real de mortos e desabrigados.
Riscos de Perseguições Políticas
Analistas alertam que o regime chavista pode usar a lógica do ‘inimigo interno’ para tratar famílias afetadas como suspeitas e justificar repressões. Como o governo enfrenta uma crise de legitimidade, a tendência é buscar bodes expiatórios para suas falhas, podendo inclusive culpar socorristas estrangeiros por eventuais problemas na gestão da crise humanitária.
Fonte: Gazeta Mundo


