Impacto Imediato
A imposição da sobretaxa de 25% pelo governo dos Estados Unidos contra produtos brasileiros gerou preocupação entre atores econômicos sobre a competitividade da indústria nacional. A avaliação é de que a decisão americana gere efeitos imediatos em uma economia já impactada pelo início da discussão da tarifa.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, apontou para a redução das exportações aos Estados Unidos já no primeiro semestre, situação que tende a piorar agora. O especialista em comércio exterior Jackson Campos projeta um impacto imediato, mas desigual, atingindo sobretudo setores industriais de maior valor agregado.
Análise de Especialistas
Analistas de fundos de investimento ressaltam que não há surpresa. A aplicação já era precificada, o que antecipou os impactos, inclusive o benefício a setores específicos, como o agronegócio. O que se projeta, agora, é uma valorização do dólar frente ao real e um cenário de cautela nos investimentos.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) concorda com essa visão. Em sua nota, a entidade atribui à gestão petista uma deterioração na tradição diplomática com os Estados Unidos em prol de objetivos eleitorais. Para seu presidente, Paulo Skaf, o cenário é ainda mais delicado diante de questões como a taxa de juros e a alta carga tributária.
Reação do Governo Brasileiro
O governo brasileiro emitiu uma nota em que alega que a imposição da taxa é o resultado de um “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro” e ataca: “São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.
O governo do Brasil seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros. Continuaremos a diversificar parcerias comerciais e a abrir novos mercados para nossos produtos, como fizemos ao firmar acordos do MERCOSUL com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura.
Fonte: Gazeta Economia


