Patrimônio médio no Brasil
De acordo com os dados do Imposto de Renda de 2026, referentes ao ano fiscal de 2025, os tabeliães e diversas categorias de funcionários públicos lideraram o ranking de profissões com maior patrimônio médio declarado.
Perfil do Declarante
Os dados fazem parte do painel estatístico “Perfil do Declarante”, lançado pela Receita Federal. O recorte foi antecipado pelo jornal O Globo e confirmado em pesquisa pela Gazeta do Povo.
Ranking de profissões
Os dados da ferramenta colocam na liderança disparada o serviço público como a atividade que proporciona o maior patrimônio no país. Atividades ligadas à prestação de serviços públicos, como os cartórios, lideraram, seguidas pelas carreiras jurídicas e pela diplomacia.
Ao mesmo tempo que o patrimônio médio no Brasil chegou a R$ 409 mil, os tabeliães registraram um acúmulo de bens de R$ 3,28 milhões, enquanto membros do Poder Judiciário e do Ministério Público ficaram com um volume que gira em torno de R$ 3 milhões. Logo em seguida, as carreiras da diplomacia amealharam R$ 2,5 milhões.
Patrimônio médio por profissão
As carreiras do Poder Judiciário tiveram declarações de patrimônio de praticamente o dobro da dos médicos (R$ 1,4 milhão) e o triplo da dos advogados (R$ 1,1 milhão). Dirigentes de empresa acumularam média R$ 1,7 milhão e produtores rurais R$ 1,6 milhão.
Pela primeira vez, a Receita Federal disponibilizou um mecanismo capaz de consultar informações por profissão, faixa de renda, patrimônio, estado, sexo, idade, raça e cor, sem violar o sigilo fiscal dos contribuintes. O levantamento engloba apenas quem declarou o IRPF.
Confira o ranking:
- Titulares de cartório: R$ 3,28 milhões
- Membros do Judiciário: R$ 2,93 milhões
- MP: R$ 2,9 milhões
- Cônsules e diplomatas: R$ 2,5 milhões
- Atletas: R$ 1,7 milhão
- Dirigentes e presidentes de empresa: R$ 1,7 milhão
- Produtores agropecuários: R$ 1,6 milhão
- Servidores de carreira do Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários: R$ 1,4 milhão
- Médicos: R$ 1,4 milhão
- Advogados públicos e procuradores da Fazenda: R$ 1,2 milhão
- Advogados: R$ 1,1 milhão
Fonte: Gazeta Economia


