Defesa do Pix e crítica às tarifas americanas
O senador Flávio Bolsonaro manifestou-se ao governo dos EUA contra a imposição de tarifas ao Brasil. Na Casa Branca, ele defendeu a soberania do Pix, criticou restrições do Mercosul e apontou a herança petista como causa da corrupção, visando as eleições presidenciais de 2026.
Justificativa da oposição às tarifas americanas
O senador argumenta que sobretaxar produtos brasileiros acabaria ajudando politicamente o presidente Lula, que usaria a sanção para reforçar um discurso de soberania nacional. Flávio sugere que Washington deveria focar em punir autoridades responsáveis por decisões judiciais controversas, em vez de prejudicar a economia do país, lembrando que os próprios EUA possuem vantagem comercial ao venderem mais para o Brasil do que compram.
O Pix e a concorrência desleal
Empresas de cartão de crédito americanas consideram o Pix uma concorrência desleal por ser um sistema gratuito mantido pelo Banco Central. Flávio Bolsonaro defende que o Pix não é um concorrente comercial, mas uma ‘infraestrutura soberana’ e tecnológica criada em seu grupo político. Ele compara o sistema ao FedNow dos EUA, ressaltando que o sistema brasileiro dá poder ao empreendedor e prometendo que ele não será usado em acordos financeiros fora do bloco ocidental.
Proposta para os acordos internacionais do Brasil
Ele sinaliza um desejo de diminuir a dependência do Mercosul, que classifica como um obstáculo para negociações bilaterais diretas com os americanos. Inspirado pelo presidente argentino Javier Milei, o senador acredita que o Brasil precisa se ‘libertar das amarras’ do bloco para conseguir um acordo de livre comércio mais vantajoso com os Estados Unidos, permitindo que cada país negocie suas próprias taxas sem depender da aprovação dos vizinhos.
Liberdade de expressão e Big Techs
O senador criticou decisões do STF e decretos do governo federal que endureceram as regras para empresas de tecnologia e redes sociais. Ele afirma que as eleições de outubro são o caminho para corrigir o que chama de ‘censura’, sugerindo que um novo Congresso poderá restaurar proteções legais que foram esvaziadas pelo Judiciário, além de reverter medidas que dificultam a atuação das gigantes de tecnologia no Brasil.
Corrupção e herança petista
Flávio Bolsonaro admite que o Brasil enfrenta problemas históricos, mas alega que os grandes esquemas de corrupção não são uma característica natural do povo brasileiro, e sim uma ‘herança’ de gestões do PT. Ele defende que punir o país com tarifas não resolve a impunidade e que a solução seria fortalecer a independência do Ministério Público e as leis de combate à lavagem de dinheiro dentro das próprias instituições nacionais.
Fonte: Gazeta Política


