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Por Vinicius Macia
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28/07/2026 às 10:28
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A Justiça de São Paulo marcou para o dia 2 de setembro a primeira audiência de instrução na ação criminal pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump. Ela foi arremessada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), sem a corda que garante a sobrevivência no salto.
Três dos quatro réus estão presos, acusados de homicídio com dolo eventual, quando o agente é indiferente ao resultado fatal. Juristas e a defesa alegam que, na verdade, a acusação deveria ser de homicídio culposo, sem intenção de matar.
O incidente ocorreu em um sábado, 13 de junho. A jovem foi içada por dois instrutores, que só depois perceberam que a corda não havia sido afixada. Um mês depois, a juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, aceitou a denúncia e tornou réus os integrantes do grupo "Entre Cordas", que não possuía registro para a atividade realizada em um local de acesso vedado.
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A líder do grupo, Evelyne Gonçalves, ainda é acusada de fraude processual. O Ministério Público aponta que ela teria mandado a equipe localizar a câmera esportiva acoplada ao capacete de Maria Eduarda e deletar a filmagem. A Gazeta do Povo entrou em contato com sua defesa e o espaço segue aberto para manifestação.
"Cabia-lhe, nessa condição, adotar as cautelas necessárias à proteção dos participantes e interromper a atividade diante de condições manifestamente inadequadas de segurança, o que deliberadamente não fez", diz a denúncia.
A tragédia ainda ganhou uma camada política pelo fato de a ponte abandonada ser de propriedade da União. O prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos), cobra a demolição da estrutura herdada da extinção da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).
O rope jump se difencia do bungee jump por ser executado com uma corda não elástica, o que gera um impacto mais brusco, fazendo com que o praticante dependa do efeito de pêndulo para absorver o impacto.
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Fonte: Gazeta Brasil


