Introdução
A Basílica de Santa Maria, localizada em Minneapolis, nos Estados Unidos, está passando por um ambicioso projeto de restauração no valor de 50 milhões de dólares, iniciado em 2025. O objetivo é recuperar a glória original do edifício, construído em 1915, e combater os danos históricos causados pela umidade e pelo clima rigoroso do estado de Minnesota.
Importância Histórica
A Basílica de Santa Maria é um marco da arquitetura Beaux-Arts e foi dedicada em 1915. Em 1926, recebeu um título especial do Papa Pio XI, tornando-se a primeira ‘basílica menor’ dos Estados Unidos. O termo basílica indica uma igreja com laços estreitos com o Papa e importância espiritual reconhecida pelo Vaticano.
Necessidade de Reformas
O principal motivo para a restauração é a umidade. O arquiteto original, francês, não adaptou o projeto ao clima extremo de Minnesota, desenhando telhados planos que acumulam neve e água, o que gerou infiltrações documentadas desde 1914. Além disso, a construção de rodovias próximas nos anos 60 abalou a estrutura, exigindo intervenções na alvenaria e no gesso.
Processo de Limpeza
Para limpar as estátuas de mármore dos apóstolos, os técnicos aplicam um material especial que, ao secar, vira uma película de látex. Quando essa camada é retirada, ela puxa a sujeira acumulada sem danificar o acabamento original da pedra. O mesmo método químico é usado para remover a ‘eflorescência’, que são aquelas manchas brancas de sal que brotam no calcário.
Descobertas Durante a Restauração
Ao remover os bancos originais de 1914 para restauração, a equipe encontrou as assinaturas dos marceneiros que fabricaram as peças há mais de um século. Em vez de comprar móveis novos, a basílica preferiu lixar e aplicar goma-laca nos originais para preservar a ‘memória de oração’ das gerações passadas, nivelando também o piso de concreto que estava torto.
Previsão de Conclusão e Objetivos Futuros
A previsão de entrega da restauração é para o Domingo de Ramos de 2027. Mais do que apenas consertar goteiras e vitrais, o projeto está criando um ‘manual de preservação’. A ideia é que as futuras gerações saibam exatamente como cuidar de cada centímetro da basílica, evitando que grandes restaurações drásticas sejam necessárias novamente no curto prazo.
Fonte: Gazeta Mundo


