Por Fábio Galão
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14/07/2026 às 11:48
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A ideia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transformar o país no “guardião” do Estreito de Ormuz e cobrar um pedágio por prestar segurança na passagem marítima está gerando reações em todo o mundo.
Segundo informações da emissora CNN, um porta-voz do governo do premiê britânico, Keir Starmer, disse que os EUA precisam “apresentar os detalhes exatos das propostas”, mas antecipou oposição do Reino Unido ao plano.
“Sempre dissemos que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto em conformidade com o direito internacional, sem pedágios ou taxas que possam prejudicar o comércio global”, afirmou o porta-voz.
Já a Organização Marítima Internacional (OMI), vinculada à ONU, afirmou nesta terça-feira que “não existem fundamentos jurídicos” para cobrar pedágio em Ormuz.
“A OMI sempre manteve uma postura coerente no que diz respeito às taxas: a OMI se opõe firmemente à cobrança de taxas pela passagem por estreitos utilizados para a navegação internacional”, disse à agência EFE um porta-voz da OMI.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ironizou o anúncio de Trump.
“O presidente dos EUA está absolutamente certo. Quem garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser remunerado por esse serviço”, escreveu Araghchi no X.
“O Irã sempre foi o GUARDIÃO do estreito e assim permanecerá para SEMPRE”, acrescentou o chanceler iraniano, antes de alfinetar: “[Uma taxa de] 20% é, obviamente, demais. Nós [Irã] seremos justos”.
Em mensagem na rede Truth Social na segunda-feira (13), Trump disse que voltará a impor um bloqueio naval a portos do Irã, em meio à volta dos combates entre os dois países, e anunciou o pedágio em Ormuz.
“Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como ‘O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ’, mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados com uma taxa de 20% sobre toda carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo”, disse o presidente americano.
Cerca de 20% do petróleo e do gás natural do mundo transitavam antes da guerra pelo Estreito de Ormuz, cuja administração substituiu o programa nuclear iraniano como o foco na guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
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Fonte: Gazeta Mundo


