Crise em Ceuta
O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, atribuiu a crise migratória em Ceuta a grupos criminosos envolvidos no tráfico humano. A cidade espanhola localizada no norte da África enfrenta uma grande afluência de migrantes procedentes do Marrocos, que cruzaram de forma irregular o quebra-mar fronteiriço.
Decisão da Suprema Corte
Segundo o jornal El País, Sánchez mencionou que houve uma “violação da integridade territorial da Espanha” e uma interpretação “oportunista” por parte das redes de tráfico humano, após uma decisão da Suprema Corte espanhola que determinou que aqueles que chegam a nado em Ceuta e Melilla não podem ser sumariamente devolvidos.
A corte estabeleceu que a deportação imediata só pode ser aplicada a quem tente entrar “ultrapassando os elementos de contenção fronteiriços estabelecidos, como cercas”.
Medidas para conter a crise
Sánchez anunciou que está sendo estudada a instalação de boias no quebra-mar que separa Ceuta da cidade marroquina de Castillejos, “para cumprir a decisão do Supremo e, pelo menos, criar uma barreira de contenção, uma barreira física em termos visuais, para que, do ponto de vista administrativo, a repatriação na fronteira possa ser facilitada”.
Além disso, o premiê não descartou a possibilidade de modificar a legislação para facilitar a repatriação de forma mais eficaz.
Diálogo com o Marrocos
Sánchez destacou que o diálogo com as autoridades do Marrocos tem sido “constante, fluido e muito razoável”, diferente do que ocorreu em 2021, quando cerca de 10 mil imigrantes entraram ilegalmente em Ceuta.
Na quinta-feira, imagens de milhares de imigrantes que chegavam do Marrocos e rompiam cercas em Ceuta para entrar no território espanhol circularam pelo mundo.
Dados oficiais apontaram que cerca de 60 mil pessoas entraram por mar e terra no enclave espanhol em 24 horas, o equivalente a 70% da população do território, e a localização de pelo menos 34 corpos na água.
Fonte: Gazeta Mundo


