Operação Hawala
Dez pessoas foram presas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro suspeitas de participarem de um esquema de lavagem de dinheiro de três grandes facções criminosas e uma possível conexão financeira internacional com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al Qaeda.
Investigação
As prisões ocorreram durante o cumprimento da Operação Hawala, desencadeada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, e 22 pessoas foram denunciadas à Justiça.
De acordo com as investigações, o grupo agia junto às facções criminosas Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre os anos de 2021 e 2024.
Lavagem de dinheiro
A lavagem dos recursos, diz a polícia, era realizada por meio de dezenas de empresas de fachada espalhadas por diferentes estados.
A investigação revelou um sistema complexo para esconder a origem do dinheiro ilícito, com o uso de empresas fictícias, sucessivas transferências entre pessoas jurídicas, depósitos fracionados em dinheiro vivo, utilização de terceiros para movimentações bancárias e operações incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.
Conexão internacional
As apurações também indicam a atuação desse grupo na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina, área historicamente monitorada por órgãos nacionais e internacionais por suspeita de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
Outro ponto investigado é a relação comercial entre uma empresa ligada aos suspeitos e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Conforme as investigações, esse indivíduo integra uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al Qaeda.
Fonte: Gazeta Brasil


