Pessimismo crescente
O pessimismo entre os empresários da indústria brasileira aumentou em julho, atingindo 26 dos 29 setores analisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse avanço da falta de confiança ocorre em meio ao novo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Causas do pessimismo
Os dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais mostram que a indústria brasileira segue sem confiança há 19 meses consecutivos. Segundo a CNI, esse cenário leva empresários a adiarem decisões estratégicas e reduzirem o ritmo de expansão dos negócios.
“A falta de confiança pontual faz com que os empresários sejam cautelosos e adiem decisões de aumento da produção, contratações ou investimentos. A falta de confiança prolongada e intensa, como a verificada para muitos dos recortes do ICEI, faz com que o empresário passe a, de fato, reduzir a atividade ou até mesmo interromper planos de investimento e de contratações”, afirmou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Setores mais e menos confiantes
Os setores mais confiantes atualmente são farmacoquímicos e farmacêuticos, com 55,4 pontos; bebidas, com 52,2 pontos; e perfumaria, limpeza e higiene pessoal, com 51,4 pontos. Já os setores menos confiantes são biocombustíveis, com 37,5 pontos; couros e artefatos de couro, com 40,7 pontos; produtos de borracha, com 41,5 pontos; e madeira, com 42,2 pontos.
A indústria brasileira enfrenta desafios com a implementação de novas sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o que inclui tarifas de 25% e 12,5%, justificadas pelo governo norte-americano com alegações de práticas comerciais consideradas desleais.
Fonte: Gazeta Economia
Fonte: Gazeta Economia


