Introdução ao Split Payment
A reforma tributária introduz o split payment, um mecanismo que retira impostos automaticamente no momento da venda, visando combater a sonegação. No entanto, essa medida gera preocupação entre empresários devido à perda imediata de capital de giro e o possível aumento do endividamento para manter operações.
Como Funciona o Split Payment
O split payment é um sistema de pagamento eletrônico que divide o dinheiro no exato momento da venda. Quando um cliente paga por Pix ou cartão, o valor relativo aos impostos é enviado diretamente para o governo, e o restante do dinheiro cai na conta do vendedor.
Impacto no Fluxo de Caixa
O principal impacto do split payment é a perda do capital de giro. Muitas empresas usam o dinheiro do imposto que ainda não foi recolhido para pagar fornecedores e salários. Com a retirada antecipada, essa ‘folga’ some, e as empresas podem precisar buscar empréstimos bancários, aumentando os custos financeiros do negócio.
Descontos de Créditos Tributários
O sistema permite descontar os créditos tributários, que são os impostos que a empresa já pagou ao comprar de seus fornecedores. Por exemplo, se uma venda gera R$ 280 de imposto, mas a empresa tem R$ 180 em créditos, apenas R$ 100 serão retidos.
Setores Mais Prejudicados
Especialistas alertam que o impacto será maior em empresas com margens de lucro pequenas, ciclos financeiros longos e que movimentam grandes volumes de mercadorias. Negócios que precisam pagar fornecedores antes de receber dos clientes sentirão a pressão de forma mais intensa, correndo o risco de ficarem no vermelho.
Empresas do Simples Nacional
As empresas que optarem por permanecer no regime unificado do Simples Nacional ficarão fora dessa retenção automática no momento da venda. No entanto, há um alerta sobre competitividade: os créditos de impostos que elas geram para seus compradores podem ser menores do que os de fornecedores do regime regular.
Fonte: Gazeta Economia


