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07/07/2026 às 14:10

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (7) que a Polícia Federal interrogue o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O depoimento, segundo o despacho, deve ocorrer em até 10 dias.

A investigação foi aberta no dia 13 de abril por de Moraes após um pedido da Polícia Federal para apurar se Flávio Bolsonaro cometeu crime ao publicar uma mensagem atribuindo a prática de diversos crimes ao petista. A postagem do senador pré-candidato à presidência da República ocorreu em 3 de janeiro, dias depois da captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

“O Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, disse a Polícia Federal no pedido de investigação.

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A decisão de Moraes pela tomada de depoimento de Flávio Bolsonaro ocorreu após acolher a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a realização da oitiva do senador. Antes disso, a Polícia Federal concluiu as diligências do caso, encaminhou o relatório ao STF e pediu a adoção das providências consideradas cabíveis.

Na postagem, publicada em 3 de janeiro de 2026, o senador relacionou imagens de Lula a Maduro, acompanhadas da afirmação de que o chefe do Executivo brasileiro “será delatado”. Em seguida, a publicação atribuía ao presidente os crimes citados pela Polícia Federal.

“Quanto à autoria da postagem, não resta dúvida sobre ter sido o Senador o responsável por tal ato. Chega-se facilmente a esta conclusão tanto pelas manifestações públicas do Senador em relação à postagem, quanto pela própria defesa apresentada que, com as justificativas alegadas para as diligências solicitadas, reafirma tal autoria”, completou a autoridade no despacho de Moraes que a Gazeta do Povo teve acesso.

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Relembre o caso

A postagem que deu origem à instauração do inquérito ocorreu no contexto da prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelo exército americano. Ao comentar o caso, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Diante disso, Gonet concordou com a abertura da investigação pela PF. À época, Flávio expressou "profunda estranheza" e atribuiu à medida coordenada por Moraes uma "tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar".

Nos autos, o senador chegou o depoimento da ativista venezuelana María Corina Machado, de autoridades americanas, de ex-executivos da Odebrecht e dos dois protagonistas da Operação Lava Jato: o senador Sergio Moro (PL-PR) e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo).

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Fonte: Gazeta Política

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